A difícil tarefa de trocar de cidade e alugar um imóvel

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Publicado em 2/03/2012

“Moro num apartamento de um quarto e consegui ajeitá-lo de um jeito bem aconchegante”, diz Caroline Corso.

Sonhar com uma mudança de vida e ir para uma grande metrópole para estudar e/ou trabalhar nem sempre é a coisa mais fácil do mundo, pois se deixa para trás família, amigos e toda uma rotina. Só na PUCRS* cerca de 18,5% dos vestibulandos são estudantes do interior do Rio Grande do Sul. Quando o momento da mudança de cidade ou até mesmo de estado chega, muitos desses jovens acabam por ficar indecisos na hora de escolher onde irão morar. Alguns optam por viver em repúblicas outros em imóveis para alugar como apartamentos e JKs. Contudo é necessário tomar alguns pequenos cuidados ao locar um imóvel.

Caroline Corso é estudante de jornalismo e mora em Porto Alegre há quatro anos. Ela nasceu e se criou em Vacaria, no interior do Rio Grande do Sul. Caroline conta que escolheu a capital gaúcha porque queria estudar jornalismo e letras, sendo que na cidade não tinha o curso pretendido. “Porto Alegre é uma cidade que apresenta mais chances de trabalho no segmento que desejo atuar”, concluí o pensamento. Para lidar com a distância da família e dos amigos a estudante conta que vai para a sua cidade natal pelo menos uma vez ao mês, sendo que seus pais e amigos costumam visita-lá na Capital. Segundo ela a adaptação está sendo tranquila “me adapto bem e tenho bastante amigos aqui em Porto Alegre que da mesma forma, são do interior e passam pelas mesmas situações. Também tem bastante vacariano morando aqui, o que me deixa com uma sensação de estar com um pouquinho da minha terra aqui”.

Caroline morou algum tempo com uma amiga e enfatizou que “nunca vai ser um mar de rosas, pois cada um tem um estilo, um jeito de ser, mas é importante e válido para aprendermos mais sobre a gente, como aceitamos o outro e como devemos ceder ou não. Acho que todos deveriam ter essa experiência um dia”. Ela diz que viver sozinha é bacana, pois gosta de tocar violão, cantar ou ouvir uma música a hora que quiser “não tenho que me preocupar se vou estar atrapalhando outra pessoa ou não”, explicou. Porém a jovem salientou que às vezes é um pouco triste chegar em casa e não ter com quem compartilhar um problema ou algo bacana que tenha acontecido, mesmo que as redes sociais ajudem a dividir momentos nada, segundo ela, substituiu a confiança do “olhos nos olhos”.

Como gosta de cores disse que usou e abusou delas no seu apartamento. Apaixonada por fotografia pendurou seus trabalhos mais recentes nas paredes, além de ter espalhados pelo imóvel algumas câmeras, livros e revistas. “Moro num apartamento de um quarto e consegui ajeitá-lo de um jeito bem aconchegante. Todos que vem à minha casa dizem que curtem muito o estilo e se sentem bem aqui dentro. Fico feliz em saber que o lugar que vivo transmite uma energia boa”.

Diferente de Caroline Corso que veio morar em Porto Alegre longe da família, Daiane Pajares, estudante de jornalismo mora no apartamento de uma tia em Porto Alegre. Daiane é de Capivari do Sul, próximo ao litoral norte gaúcho, e mora na Metrópole há dois anos. A decisão de trocar de cidade veio quando consegui entrar em um estágio “foi tudo muito rápido, não tive tempo para me organizar num dia consegui um estágio no outro já estava em Porto Alegre de mala e cuia”, falou.

Daiane disse que ainda não sabe se vai ficar na cidade, pois “se tiver a oportunidade de conseguir um bom emprego, com certeza ficarei”. Para lidar com a saudade a estudante liga para os pais e volta para casa aos finais de semana. A opção de morar com uma tia foi tomada em conjunto com a família “em virtude dos gastos. Morar em Porto Alegre não é barato”, conclui.

O apartamento de Caroline é alugado assim como de muitos jovens, porém ao assinar o contrato de locação é necessário prestar bem a atenção nas cláusulas do contrato que deve estar de acordo com a LEI Nº 12.112, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2009. Dr. Carlos Silveira Noronha, professor titular do direito civil da UFRGS, explicou que para não haver problemas contratuais basta manter a observância dos artigos da Lei do Inquilinato (já citada). O professor enfatizou que o contrato de locação “deve ter todos os itens registrados na lei, contudo alguns artigos podem haver algumas modificações, desde que as partes concordem com tais alterações”.

 

*Pesquisa realizada pela Assessoria de Planejamento e Marketing da PUCRS, no período de 2003 a 2011.

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