Consórcio imobiliário cresce 6% em 2011, informa Abac

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Publicado em 12/03/2012

Imagem: FreePik

O segmento de consórcios está sendo aderido na compra de imóveis. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) mostra que o número de clientes no consórcio de imóveis cresceu 6% em 2011 ante o ano anterior, totalizando 614.500 participantes ativos. Segundo o Jornal do Comércio, de Porto Alegre, os dois maiores bancos do País, Banco do Brasil e Itaú Unibanco, mais que dobraram o valor máximo da carta de crédito, passando de R$ 300 mil e R$ 250 mil, respectivamente, para R$ 700 mil. “Os clientes procuravam contratar mais de uma carta de crédito para adquirir um imóvel. Criamos esse grupo para atender a essa demanda”, afirma Luis Matias, vice-presidente de consórcios do Itaú Unibanco.

O executivo falou para a publicação que houve uma “forte adesão” em São Paulo, que responde por 35% das cotas. “A valorização imobiliária no estado naturalmente proporcionou essa demanda por grupos com valores mais altos.” O preço médio do metro quadrado de lançamentos com dois dormitórios teve alta de 112% na capital paulista nos últimos cinco anos, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio.

O diretor de empréstimos e financiamentos do BB, Marcelo Augusto Dutra Labuto, também aponta que o público-alvo são clientes que vivem em regiões onde o preço dos imóveis teve forte alta. “Além disso, foi identificado um crescente interesse na aquisição de imóveis comerciais, que possuem geralmente um custo total mais elevado”, acrescenta. Outros bancos que atuam no setor – Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Santander – mantêm produtos até R$ 300 mil.

Francisco Coutinho, diretor-executivo da Rodobens Consórcio, empresa que atua no segmento com limite de R$ 400 mil, afirma que os interessados nas cartas com maior valor são pessoas que buscam um “upgrade” na casa própria. “Geralmente, são famílias que já têm imóvel próprio e adquirem o consórcio para mudar para um maior ou mais bem localizado.”

O tíquete médio do setor ainda está longe de patamares tão elevados, tendo chegado a R$ 106,7 mil em 2011, com alta de 12,4% ante o ano anterior e 28,1% na comparação com 2009, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

Para William Rachid Junior, superintendente da área de consórcio da Porto Seguro, os R$ 400 mil de teto oferecidos pela empresa são suficientes para atender o mercado porque, acima disso, seria “mais difícil fechar a conta”, referindo-se ao fundo comum.

De acordo com os especialistas consultados pelo jornal o consórcio imobiliário e o crédito imobiliário não concorrem, isso porque elas não possuem o mesmo tipo de clientes. O consórcio tem clientes com perfil mais planejado financeiramente e com tempo para esperar o sorteio ou quitação da carta, enquanto o cliente que recorre ao financiamento tem por característica o imediatismo.

Na modalidade, não há cobrança de juros, portanto, o custo final é menor do que no financiamento habitacional, mas os interessados devem olhar com atenção redobrada a taxa de administração. Outro item importante a ser considerado no cálculo para definir a melhor opção é o fundo de reserva. Nas empresas pesquisadas pela reportagem, o percentual sobre o valor da carta de crédito varia de zero a 5%.

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