Este seria o melhor momento para o jovem adquirir o 1º imóvel?

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publicada em 17 de julho de 2012, no blog Linklar

O Consórcio é uma forma recomendável para quem quer adquirir o próprio imóvel./ Foto: divulgação

O Consórcio é uma forma recomendável para quem quer adquirir o próprio imóvel./ Foto: divulgação

Comprar um imóvel e ter a sua própria casa é o sonho de muitos brasileiros. Este sonho foi ou está sendo realizado por 75% da população brasileira de acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE. O estudo mostra que mais da metade dos jovens casais (com idades entre 25 a 30 anos) só passam a morar juntos, após a compra do 1º imóvel. Já os jovens solteiros, de mesma faixa etária, só buscam o 1º imóvel próprio motivados pela distância da casa dos pais dos locais de trabalho e estudo. O mercado imobiliário, por sua vez, passou três anos aquecido, e agora vê baixa nos valores e com isso a estabilidade nos preços. Porém fica a dúvida se este seria o melhor momento para se comprar um imóvel e quais as melhores formas de investimento para os jovens adquiri-lo.

O casal Juliana Godoy Gonçalves, 26 anos, e Tiago Alves da Silveira, 30, se encaixam perfeitamente no perfil descrito pelo IBGE. Eles só decidiram casar depois de comprarem o imóvel próprio. De acordo com Juliana eles buscavam ter um espaço só para eles e salientou que “é importante que o casal tenha estrutura desde o início do relacionamento e crescer junto, ao menos para dar um primeiro passo”. A jovem jornalista Raiza Ismério Roznieski, 23 anos, seguiu a tendência descrita pela pesquisa. Com a mudança da família em 2006 para o interior do Rio Grande do Sul, ela decidiu voltar para a capital do estado, um ano depois, para fazer faculdade de jornalismo e trabalhar na área. “Eu nunca imaginei morar sozinha, sério mesmo. Queria morar com a minha mãe para sempre. Mas com as mudanças tive que aprender a morar sozinha”, conta.

Ambos os casos foram de compra de apartamento na planta, que na visão do economista Felipe Augusto Canal da Silva, analista de planejamento financeiro, é a melhor forma de aquisição de um imóvel para quem quer se organizar para pagar o financiamento sem atingir o orçamento doméstico. “É importante que haja um planejamento financeiro feito pelo comprador. Se o comprador, por exemplo, puder esperar cerca de três anos, a compra na planta pode ser uma boa opção para morar”, salienta. Juliana explica que durante um ano ela e o marido procuraram por imóveis novos e usados, e avaliaram todas as condições para fazerem um bom negócio. Escolheram comprar na planta e acreditam que fizeram a melhor escolha. “Ele (apartamento) está valorizando pela estrutura e como em breve quitaremos a dívida, dará um retorno positivo sobre nosso investimento e permitirá ainda, que façamos planos futuros de nos mudarmos para um lugar ainda melhor”, conclui o casal.

Raiza falou que depois de alugar um JK fez os cálculos de quanto gastou de aluguel em um ano e viu que poderia usar este valor na compra de um apartamento. Fez um planejamento a longo prazo, e em 2009 adquiriu um apartamento na planta. Agora, depois de três anos, ela irá pegar as chaves ainda esta semana. “Para comprar o imóvel eu tive que abrir mão do sonho de ter um carro. Desde os meus 15 anos economizava para comprar um e foi esse dinheiro que dei de entrada no apartamento. Como comprei na planta, paguei ainda mensalidades e alguns reforços. Agora, que está pronto, assinei o contrato para o financiamento”.

Juliana e Raiza tiveram um tempo necessário, de acordo com Silva, para se organizar até a negociação do financiamento, porém para quem quer adquirir um imóvel e morar nele imediatamente, o economista, diz que este não é o melhor momento para este investimento, por causa das altas e baixas que o setor imobiliário está sofrendo atualmente. Caso não haja jeito ele sugere então que se busque “alternativas como procurar imóveis usados em boas condições ou ainda imóveis em leilão. Caso o desejo seja mesmo de um imóvel novo, vale pesquisar as taxas de juros dos financiamentos e buscar sempre as melhores opções, usando o FGTS sempre que possível para abater o saldo devedor”.

Formas de financiamento: O consórcio é uma boa pedida

Durante o primeiro semestre deste ano os bancos reduziram as taxas de juros para quem busca financiamento bancário para aquisição de imóveis. Um dos destaques foi a Caixa Econômica Federal que reduziu as taxas em até 9,9% mensais. Tais medidas aconteceram para atender o público do banco. “82,8% dos nossos financiamentos são para famílias de até 10 salários mínimos”, esclareceu José Urbano Duarte, vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa.

Felipe explica que os juros estão sendo reduzidos em função do aumento das garantias oferecidas, da redução na burocracia de compra de um imóvel e do avanço do setor como um todo. Os jovens que planejam comprar um imóvel têm algumas boas opções no mercado. Uma que vem crescendo bastante nos últimos anos é o Consórcio”.

O Consórcio Imobiliário vem sendo alternativa de muitas pessoas, incluindo os jovens, que querem comprar um imóvel e tem tempo para esperá-lo. Apesar da instabilidade do mercado neste ano de 2012, o crescimento pela busca deste tipo de mobilidade foi de 46% de janeiro a maio deste ano. É uma forma segura de aquisição, garante Silva. O economista explica que o consórcio é uma boa opção pois “ trata-se de um produto no qual um grupo de pessoas com um objetivo em comum, no caso comprar um imóvel, depositam mensalmente uma quantia, de modo que alguns participantes do grupo são sorteados mensalmente para receberem o dinheiro para adquirir seu imóvel. No final do prazo, todos os participantes já tem o dinheiro para comprar a sua casa. A grande vantagem é que não há a cobrança de taxa de juros nesta operação. Há a cobrança de uma taxa de administração, que está por volta de 22% para o período todo do Consórcio, enquanto a taxa de um financiamento está em média 10% ao ano”.

Quem possuí FGTS pode usar este dinheiro para abater as mensalidades do financiamento ou do consórcio, visto que “ele possui uma rentabilidade inferior a todas as aplicações financeiras disponíveis e pelo fato de render menos que a inflação”, conclui o economista.

Na apresentação abaixo algumas dicas para as pessoas quiserem usar o FGTS para realizar o sonho de ter a casa própria.

Projeto Vozes do Rádio – Luciane Franco

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Foto que fiz durante a entrevista

Foto que fiz durante a entrevista

Neste último semestre de faculdade recebemos a missão de contar a história de um expoente do radiojornalismo, e foi isso que fizemos ao entrevistar a jornalista Luciane Franco. Eu fui responsável pela elaboração do blog (na verdade 2).

Acompanhe o resumo do programa:

Um dos expoentes do jornalismo gaúcho, Luciane Franco deu o primeiro passo na área no final dos anos 80, quando ingressou no curso de jornalismo da Universidade Hélio Pena, no Rio de Janeiro. Natural de Porto Alegre, Luciane foi morar cedo no eixo Rio-São Paulo, em virtude de uma transferência de trabalho de seu ex-marido. Inicialmente atuou com assessoria de imprensa, na Confederação Brasileira de Canoagem para, a posteriori, começar sua trajetória nas redações. De volta ao Rio Grande do Sul, vieram passagens por veículos tradicionais, como Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio CBN, RBS, entre outros. Paulatinamente, uma repórter experiente e com técnica apurada se formava em meio à correria inerente das redações jornalísticas. Além de atuar em campo, tanto na produção como na reportagem de rádio e jornalismo impresso, efetivamente, Luciane trabalhou com assessoria de imprensa posteriormente, no Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) durante a gestão Olívio Dutra, e como apresentadora de um programa diário na rádio CBN. Coberturas marcantes, parcialidade no jornalismo, fatos inusitados e outras estórias envolvendo jornalismo, confira a entrevista na íntegra com Luciane Franco.

Entrevista gravada nos estúdios da FAMECOS, em 20 de março de 2012.

Veja e acompanhe a entrevista nos dois blogs abaixo:

Vozes do Rádio – Luciane Franco

Luciane Franco

The lei de Murphy’s band: um curta para chamar de nosso

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Na cadeira de cinema 2, cursada em 2011/2, tínhamos que montar um curta-metragem de ficção. Queríamos (eu e o meu grupo) fugir dos tradicionais filmes dramáticos ou de suspense e por isso investimos numa comédia. Ela ficou leve, meio tosca, mas podemos chamar de nosso e foi bem divertido realizar esse trabalho. Como produtora fui responsável pela divulgação, e fiquei satisfeita com o resultado.

The lei de Murphy’s band é uma produção de Bruna Santos de Souza, direção de Daiane Pajares e roteiro de Tábata Machado e Reinaldo Fontes.

*Eu fiz o cartaz para divulgação

Uma coletânea de livros gigantes ou um prédio em forma de livros?

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Publicada em 10 de julho de 2012

A grande coleção literária./ Foto: Skyscrapercity

Lá estão eles, imponentes e lindos, lembrando que ali é um local de leitura, curiosidades e o local ideal para quem quer aprender sobre algum assunto. Por vezes parece mais uma coletânea de livros gigantes outrora mostra que é um prédio em forma de livros enormes. Este espaço de formato irreverente é a Biblioteca Pública de Kansas City, localizado no Estado do Missouri. O prédio da Biblioteca Pública  foi inaugurado em 2004 e custou cerca 50 milhões de dólares. A fachada é composta por uma imitação de 22 lombadas gigantes de livros clássicos mundiais, que medem 7,5m de altura por 2,70m de largura, representando títulos significativos de diferentes áreas da literatura.

A história da biblioteca começa em 1873, ano de sua fundação, porém com o passar das décadas a biblioteca passou por várias mudanças incluindo as de endereços. Em 1999 era o ano de arrumar as malas novamente, o acervo iria para o prédio histórico do antigo Banco First National, entre as ruas 10 º e Baltimore. O edifício centenário de colunas de mármore, portas de bronze e molduras ornamentadas, teria que passar por reformas e uma remodelação para a adição do quinto andar, necessária para receber todo o material da Biblioteca Pública. Foi durante a reformulação que o prédio recebeu um anexo, em forma de livros literários, para que assim o ambiente ganhasse um ar moderno e de impressionante arte urbana.

A arrecadação do dinheiro para a obra de reforma e construção do anexo foi realizada a partir de uma parceria público-privada liderada pelo Conselho Downtown, e utilizando recursos do governo federal, estadual e municipal, empresas, fundações, indivíduos e da área própria Biblioteca. Foram usados para a construção quase 50 milhões de dólares, que levou cinco anos para ficar pronta. Inaugurada em 2004, o local apresenta uma união entre a tecnologia e o analógico, contando com salas de reuniões e estudos, uma sala de projeção de filmes, um café, dentre outros espaços, para atender o visitante de forma rápida e eficaz ao mesmo tempo que ele se sente em casa.

Transformar e decorar, as façanhas do papel machê!

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Publicada em 27 de junho de 2012

Sapos verdes e enamorados./ Foto: Tropeando Variedades

Você já deve ter notado que há algumas semanas tenho postado dicas de como reciclar coisas que certamente iriam para o lixo. Hoje a dica é transformar papel velho em um belo e novo item decorativo. certamente já ouviu falar em papel machê, considerado uma arte antiga de transformar papel em esculturas. Por ser geralmente feito com material usado, também é conhecido por papel reciclado. Hoje trouxemos a receita para que você possa reaproveitar e transformar aquela velha pilha de jornais em algo lindo para a sua casa. E algumas fotos para inspirar você a criar os mais diferentes itens.

Ingredientes:

* Meio balde de papel picado
* Água
* Peneira
* Liquidificador
* 200 g de cola branca
* 2 colheres (sopa) de gesso de secagem lenta
* 1 colher (sopa) de gesso comum
* 2 colheres de farinha de trigo
* 1 tampa de vinagre.

Modo de fazer:

* Pique os papéis e deixe de molho até amolecer;
* No dia seguinte, adicione água no liquidificador e em seguida coloque os pedacinhos de papel;
* Bata por dez minutos e, depois de uma breve pausa, bata mais um pouco;
* Passe o conteúdo na peneira e remova o excesso de água;
* Esfarele a massa e deixe-a numa bacia, em seguida misture a cola branca, vinagre e o dois tipos de gesso.
* Quando a massa já estiver homogênea, junte a farinha de trigo.

Agora que você já sabe como fazer e por mão-a-obra e soltar a imaginação. Tem uma galera por ai fazendo sucesso e ganhando dinheiro.

Espero que tenham gostado!!!
😉

Família de gatos./ Foto: Vila do Artesão

Palhaço romantico./ Foto: Babel das Artes

Kokeshi, milenar bonequinha, em machê./ Foto: Recicla e decora

Bolsas de tampinha estão fazendo sucesso na Europa

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Publicada em 29 de junho

Os arquitetos e criadores da empresa Há de Haver Bruno Barbosa e Sandra Paulo./ Foto: Divulgação

Há de Haver uma solução para tudo não é mesmo! Pois acabei de fazer uma pequena brincadeira com o nome e com a história de uma inovadora empresa portuguesa de bolsas femininas. O diferencial da Há de Haver é que as bolsas, carteiras e malas são feitas de tampinhas de garrafa pet, por uma dupla de arquitetos que não estavam encontrando espaço no mercado de trabalho e resolveram mudar o fim daquela história. Em junho de 2011 ao passarem por um garrafão de tampinhas, pensaram no que fariam com elas, e com suas mãos e mentes criativas, Bruno Barbosa e Sandra Paulo resolveram inovar o conceito de designer de carteiras.

O material (as tampinhas) permite que sejam construídos os mais diferentes assessórios que vão de “clutches” a carteiras de mão e de ombro, passando por malas de computador, as tampas servem de matéria-prima principal a um negócio que ganha cada vez mais adeptos, não só em Portugal, mas também em países como França, Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e Suíça.

“A recetividade às nossas carteiras tem sido muito boa”, contam Bruno e Sandra, em entrevista ao Boas Notícias. “Desde pessoas mais novas até, por exemplo, a uma senhora alemã de sessenta e tal anos”, todos parecem apreciar o caráter inovador das peças da marca, feitas totalmente à mão.

No forro é usado um tecido resistente, e para a confecção das peças usam entorno de 250 tampinhas. Os arquitetos explicaram que boa parte das tampinhas são recebidas através de doações. Eles ainda disseram que todo o material é passa por uma triagem, limpeza e separação. “As que não são utilizadas são repassadas para instituições de reciclagem”, destacou Sandra.

Os nomes das bolsas também chamam a atenção, pois com o objetivo de tornar as peças exclusivas os empresários resolveram colocar em cada modelo o nome de uma mulher importante na história de Portugal.

O preço das bolsas e carteiras variam com o tamanho de cada, podendo ser encontradas com preços de 35 a 75 Euros, e são vendidas no atelier da Há de Haver, na cidade do Porto, ou encomendadas via o site da empresa.

A onda do Fun Design

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Publicado em 2 de julho de 2012.

Paliteiro porco-espinho./ Foto: Coroflot

Certamente você já deve ter visto por ai objetos de decoração com de formatos divertidos ou que remetem a itens de criança. Essas peças que muitas vezes parece ter saído do quarto de bebê, fazem parte da chamada Fun Design, e está ganhando cada dia mais adeptos, principalmente entre o público mais jovem. É um estilo de design que vem sido muito utilizado pelas indústrias de decoração e moda, para criar ambientes ou visuais mais divertidos, bem humorados e impactantes. Essa forma de aliar designer e humor nasceu quando temas pós-modernos, como ecologia, problemas nas cidades, dentre outros, começaram a ser discutidos, a partir de 1980. Porém ficou mais forte nos anos 2000 e a adaptação das pessoas a novos conceitos como globalização e interatividade.

Logo os objetos tomaram novas formas e tornaram-se uma extensão do humor das pessoas que os possui. O comércio também mudou e a nova forma, mais flexível de fazer negócios, encontrou um novo cliente mais exigente por qualidade e identificação. Evita-se produzir para as massas e parte-se para a segmentação, com isso começa-se a usar o termo fuzzy, ligado a exatidão e a customização.

Porém o humor, ironia e a multifuncionalidade não são inéditas, mas foram reinventadas agregando símbolos a objetos artificiais. O Fun Designer acabam por ser peças ligadas emocionalmente, e podem ser vistas hoje no mundo da arte, da história, da cultura e do design, mantendo conflito de interpretações que tomam conta de pesquisas, programações e preocupações nas diversas áreas do viver social.

Lixa garotas para meninas./ Foto: Imaginarium

E mala ou poltrona?/ Foto: Desideratto

Caneca Ai seu Bobo!/ Foto: Redimobilia

fonte: A transposição de premissas no processo criativo de objetos no design contemporâneo. Das autoras: Nara Silva Martins e Teres Maria Riccetti.