“Tive que conquistar cada espaço dentro da empresa”, diz Raquel Tevisan

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publicado originalmente do site Linklar, em 8 de março de 2013

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Para Raquel o estudo foi a sua melhor forma de demostrar capacidade./ Foto: álbum pessoal

O dia 8 de março é marcado como um dia de lutas por igualdade de gêneros, no mundo todo. Pois neste Dia da Mulher fizemos uma entrevista rápida com Raquel Trevisan, diretora da imobiliária Taperinha. Ela nos falou da profissão, da conquista pelo espaço na imobiliária, do mercado e das novas gerações. Acompanhe!

Bruna Souza – Raquel eu queria que começaste me contando um pouco da tua profissão, o que fazes e como escolheste.

Raquel Trevisan – Sou administradora, com todos os meus cursos de pós-graduação em marketing. Durante minha formação nunca pensei (e nunca fui “pensada”) com um futuro na Taperinha. Trabalhei em shopping em POA e em Santa Maria, ministrei durante muitos anos aulas de marketing em cursos de graduação, dei consultoria em marketing para diversas empresas de diferentes ramos de negócio e foi através da minha empresa que entrei na imobiliária. A Taperinha era minha cliente.

O meu pai é um dos sócios fundadores da Taperinha e em função da minha formação eu comecei a prestar serviços de marketing para a imobiliária. Com o passar do tempo fui me envolvendo cada vez mais com atividades administrativas e estratégicas da empresa, percebendo as necessidades e carências existentes na gestão. O meu lado “gestora” falou mais alto e aí resolvi fechar minha empresa e me dedicar à Taperinha assumindo a direção e virando sócia. Foi um caminho lento, porque sendo um dos herdeiros e a única mulher com perfil pra assumir o posto, tive que conquistar cada espaço dentro da empresa perante os funcionários e os outros sócios, mostrando que eu estava ali pelo meu conhecimento e não porque “ganhei” de presente.

Hoje me dedico quase que exclusivamente à Taperinha, pois somente eventualmente ministro palestras e dou aula em pós-graduação.

Bruna – O que te levou a escolher essa profissão?

Raquel – Tenho “veia empreendedora”, nunca me imaginei num cargo público, por exemplo, o que é muito comum na minha cidade.

A área imobiliária, como disse anteriormente, foi entrando aos poucos na minha vida e hoje não me imagino fora dela…. é uma “cachaça”!!! Entretanto, sou gestora, gosto da parte estratégica, dos bastidores, de criar, de pensar… não me imagino vendendo imóveis, por exemplo. Acredito que não tenho perfil pra isso.

Bruna – O mercado de corretagem tem como maioria dos profissionais homens, as mulheres a bem pouco tempo tem entrado neste setor. Na tua opinião essa baixa feminina ainda acontece por quê?

Raquel – Na verdade todo o mercado imobiliário ainda está amadurecendo. Por muitos anos tivemos poucos investimentos, não havia quase bibliografia, congressos, cursos de aperfeiçoamento, etc. Acho natural que as mulheres não participassem, pois no mundo empresarial como um todo ainda somos minoria. Mas isso já está mudando e é um caminho sem volta.

Na área de corretagem, acredito que em pouco tempo haverá uma inversão, como vemos no mundo acadêmico onde as mulheres já são maioria nos cursos de graduação e pós-graduação. Os próprios cursos de TTI já mostram esta tendência.
Temos muito mais sede de aprender, de ir além que os homens em geral. Somos multitarefas, fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, além de ter uma percepção da linguagem não verbal que exercemos na maternidade. Tudo isso é diferencial em relação ao universo masculino, pois no mercado imobiliário estas habilidades são fundamentais. Somado a isso, a profissão de corretora possibilita às mulheres terem uma jornada flexível, aliando trabalho com a possibilidade de levar o filho na escola, fazer o temas, acompanhar o crescimento dele, coisas que várias profissões ainda não possibilitam. Entretanto, na minha visão, o universo feminino também tem o que aprender com o masculino, como sermos mais focadas nos resultados e lidar melhor com metas e cobranças.

Bruna – Que conselho darias para as jovens que estão em dúvida se escolhem essa profissão para seguir?

Raquel – Acredito que tudo na vida é uma questão de equilíbrio. Os jovens em geral, não só as mulheres, hoje são mais dispersos, impacientes e querem “tudo pra ontem”. Acreditam que em poucos meses ganharão muito dinheiro e atingirão postos de liderança. É a famosa geração Y.

Entretanto, em qualquer profissão há um tempo de amadurecimento profissional, o tempo de aprender as “manhas” do negócio, como conduzir cada negociação. No mercado imobiliário, lidamos com sonhos de uma vida inteira, com pessoas de mais idade que ainda tem uma outra “linguagem” para comprar. O desafio desta geração é aliar este entusiasmo, a agilidade e a falta do medo de arriscar, com o foco e o timming do negócio, com a hora de avançar e a hora de parar uma negociação, por exemplo.

As mulheres como disse antes, possuem mais vantagem nisso: estudam mais, envolvem-se mais, são mais comprometidas e éticas com a equipe em que trabalham, não são tão “predadoras”, o que é comum neste mercado. Se souberem equilibrar todas estas habilidades só terão sucesso pela frente. Confesso que fico orgulhosa de ver o número de mulheres crescendo no mercado imobiliário, não me sinto mais tão sozinha (risos)

Bruna – Um dos grandes problemas no mercado imobiliário apontado por diversos profissionais é a falta de preparo dos corretores, concordas? O que fazer para aumentar essa qualificação?

Raquel – Concordo plenamente. Hoje temos muitos candidatos com TTI o que é diferente de SER corretor. Hoje há muita gente que ESTÁ corretor, como costumo dizer. Uma grande parcela destes “profissionais” tem vindo para o mercado em busca da ilusão de trabalhar pouco e ganhar muito dinheiro, o que não corresponde com a realidade. Há sim aqueles que ganham muito dinheiro, porém a grande maioria fica na média ou abaixo dela, não vendendo muitas vezes nem um imóvel por mês.

Ser corretor é uma profissão como qualquer outra: exige conhecimento técnico e de gente, exige qualificação e humildade para aprender sempre. A dificuldade é que ainda existem poucos cursos e congressos ou até mesmo bibliografia especializada. E nos poucos encontros que existem no mundo imobiliário vemos sempre as mesmas pessoas e das mesmas empresas, ou seja, ainda são poucos que possuem o perfil da busca de qualificação.
Acredito que ainda há muito amadorismo no nosso mercado. Competimos com porteiros, zeladores e com aqueles que acham que vender um imóvel é algo fácil, que é só “mostrar” o imóvel. Muito pelo contrário, cada vez mais venda é algo complexo, o cliente torna-se mais e mais exigente, sabe mais e pesquisa mais. Quem não tiver consciência disso vai ser engolido pelo mercado.

Aluguel de imóveis por estudantes aumenta até 50% neste período

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publicado originalmente no site Linklar, em 6 de março de 2013.

Os valores das mensalidades são decisivas para fechar contratos./Foto: banco de imagens

Os valores das mensalidades são decisivas para fechar contratos./Foto: banco de imagens

As aulas nas universidades começaram na última semana e a ansiedade veio junto. Para diversos estudantes a entrada na faculdade não é só a chegada da vida adulta, mas também a mudança de cidade e a saída da casa dos pais. De acordo com estudo realizado pelo Secovi-SP as cidades universitárias de todo o Brasil a busca por imóveis para alugar, neste perfil de consumidor, aumenta entorno de 30% a 50% nos períodos de início das atividades escolares.

De acordo ainda com o Secovi-SP os universitários procuram, em geral apartamentos, próximos a universidade e de serviços úteis, como bancos, supermercados, farmácias e etc.

O estudante de jornalismo, Gabriel Arévalo, diz que a decisão de morar sozinho veio principalmente por causa da distância de Guaíba (RS), cidade que morava com os pais, de Porto Alegre. “Eu passava mais ou menos umas 3 horas por dia em viagem e isso me cansava muito. Fora isso, estava desenvolvendo uma relação mais profunda com meu namorado e queríamos um espaço que fosse mais nosso”, explica.

Jonatha P. Manique Barreto, estudante de publicidade e propaganda, é de Criciúma (SC) e a decisão de morar sozinho veio além de trocar de cidade, mas também de estado. Agora ele mora em Porto Alegre e divide o apartamento com um amigo. “A motivação maior foi a busca por uma faculdade de qualidade, conceituada. Porém, a experiência de morar sozinho e longe da família também foi um fator relevante”, conta Jonatha.

A busca por preços mais baixos e da facilidade de ter serviços disponíveis próximos influenciam o fechamento de contrato do aluguel. A jornalista Luísa Silveira, se mudou para a capital gaúcha, enquanto cursava a faculdade de jornalismo, e diz que o valor da mensalidade do aluguel foi decisivo. “Primeiro um preço baixo. Aluguel para pessoa solteira que mora sozinha é complicado. Depois a questão de ter fácil acesso às paradas de ônibus, pois também me desloco sozinha. E também procurei por uma área tranquila e um prédio seguro”.

Na visão dos três entrevistados a procura por um apartamento que atendesse as suas necessidades não foi difícil, porém exigiu certa calma. Os três buscaram por imóveis pequenos, mas confortáveis.

O desafio das reportagens sobre o Imposto de Renda

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Os textos sobre Imposto de Renda 2013 foi bem divertido fazer, pois na verdade foi um pequeno desafio. Produzi duas reportagens para o Linklar sobre o IR e sobre como declarar imóveis. A segunda eu tinha algumas perguntas que precisavam ser respondidas. Ambas deveriam ser publicadas juntas, e uma ter o link da outra. Deu ceto! Ambas as matérias estão neste post.

PS: os links de direcionamento levam direto para o blog do Linklar.

publicado originalmente no site Linklar, em 1 de março de 2013.

Respondemos seis dúvidas sobre como declarar imóveis no IR

Foto: Receita Federal

Foto: Receita Federal

 

Hoje, 1 de março, começa a entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2013 (IR) para a Receita Federal. E muitas dúvidas estão surgindo, principalmente na questão da declaração de imóveis e também sobre as alterações que o programa sofreu neste ano. O prazo para entrega vai até 30 de abril. A Receita Federal estima que neste ano aproximadamente 26 milhões de pessoas devem entregar a declaração nesse período. Quem não o fizer terá de pagar multa que varia de 1% a 20% sobre o total do imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74. A Receita publicou no seu site um passo a passo que mostra os procedimentos para a entrega da declaração.

Pois bem, muitas perguntas sobre como declarar imóveis e também sobre as alterações que o IR sofreu nesta ano chegou até nós. Escolhemos seis perguntas, dentre as que mais se repetirm, e pedimos para que Francisco Demolinari Arrighi, diretor presidente de Fradema consultores tributários ltda, nos ajudasse a responder a vocês leitores. Acompanhe:

Linklar – Vendi o meu apartamento no ano passado e usei o dinheiro para pagar parte do financiamento de outro imóvel. Como devo proceder para declarar a operação?

Arrighi – A venda do apto tem que ser preenchida no formulário de ganhos de capital e apurado o resultado na forma da lei. E o imposto devido deve ser pago em DARF, no código 4.600 até o ultimo dia útil do mês seguinte. Quanto a quitação do saldo do outro apartamento, não há nenhum beneficio de isenção na lei para isso. O regramento de utilização do produto da venda na compra de outro imóvel não se aplica para este caso para efeitos de isenção, e nesse caso a tributação é normal

Linklar – Comprei uma casa e botei o meu apartamento para alugar. Fiz isso no final do ano, tenho que declarar? Como faço?

Arrighi – A compra do imóvel é declarada na declaração de bens. O aluguel, se for feito para outra pessoa física, deve ser recolhido o carne leão mensalmente. Porém se este aluguel for para PJ, esse já fará a retenção mensal, o aluguel é lançado como ganho tributável e entrará na tabela progressiva junto com as demais receitas

Linklar – Como funciona essa doação direta que tanto se falou?

Arrighi – A novidade facilita doar até 3% do imposto devido a fundos ligados ao ECA, por meio da própria declaração anual. O contribuinte que não fez doações dedutíveis do Imposto de Renda em 2012 ainda tem tempo de doar o dinheiro, ainda este ano, por meio do “programa da Receita Federal”. Para abater o imposto em 2013, ele tem a opção de fazer o pagamento até 30 de abril, prazo final da entrega da declaração.

Com a novidade, basta apontar no programa da Receita o nome do fundo beneficiado e o valor a doar, e imprimir um guia de pagamento, na própria declaração, conhecido como Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
Nada impede que a declaração de 2013, ano-base 2012, seja entregue antes de pagar a doação. “O contribuinte pode enviar o programa preenchido já no início da entrega, em 1º de março, e pagar a Darf até 30 de abril”. Caso o valor não seja pago até a data limite, a doação não vai constar no sistema e o imposto deixará de ser abatido.
Se o contribuinte preencher a declaração, mas não pagar o Darf no prazo, a Receita vai cobrar o valor abatido com multa e juros de 0,33% por dia de atraso no pagamento.

Apenas os fundos registrados no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) estão habilitados a receber a doação pelo programa da Receita. A “Fradema Consultores Tributários Ltda”, lembra que só abatem o IR doações a fundos ligados a órgãos municipais, estaduais ou federais. Ou seja, ONGs e entidades filantrópicas desvinculadas não contemplam o benefício. “Para saber se sua doação será dedutível, veja se a entidade encontra-se no site da prefeitura, governo ou órgão federal, e anote o CNPJ do fundo”, recomenda a consultora tributária.

Linklar – Como funciona o desconto simplificado e como posso optar por este desconto?

Arrighi – O desconto simplificado é para utilização do formulário simplificado, é desconto padrão de 25%, para evitar discriminar e relacionar os pagamentos dedutíveis para uma correta utilização deste beneficio deve-se fazer as contas para saber se vale a pena utilizar este beneficio

Linklar – No caso de eu possuir mais de um imóvel em meu nome, mas nenhum está para ser alugado, como faço para declara-los?

Arrighi – Os bens imóveis são declarados na declaração de bens, discriminando corretamente pelo seu valor de compra, não devendo em hipótese alguma proceder atualizações a não ser que sejam feitas reformas, que devem ser lançadas pelo seu valor efetivamente pago aumentando-se o custo do imóvel.

Linklar – Estou no meu segundo casamento e tenho um filho. No anterior tive uma menina. Além do financiamento do meu apartamento pago escola para os dois. Tudo isso deve constar na declaração?

Arrighi – Podemos deduzir o pagamentos de escolas desde que o filho seja dependente constante no corpo da declaração. Não há possibilidade dele ser dependente da esposa e você lançar a dedução do colégio em sua declaração.

*Caso tenha ficado com alguma dúvida ou não tem certeza se estás dentro do perfil do declarante veja um post que criamos sobre o assunto Imposto de Renda 2013

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Começa hoje a Declaração do Imposto de Renda 2013

O prazo termina em 30 de abril./Foto: Morguefille

O prazo termina em 30 de abril./Foto: Morguefille

Começou hoje, 1 de março, a entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2013 (IR) para a Receita Federal. Os contribuintes poderão enviar a declaração usando o programa ReceitaNet ou entregando o disquete nas agências do Banco do Brasil ou da CEF. O programa de preenchimento da declaração está disponível na página www.receita.fazenda.gov.br. Devem declarar todos aqueles que no ano de 2012 tiveram rendimentos acima de R$ 24.556,65.

O prazo para entrega vai até 30 de abril. Receita Federal espera bater recorde de 26 milhões de Declarações do IR 2013. Quem declarar vai pagar multa que varia de 1% a 20% sobre o total do imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74. A Receita publicou no seu site um passo a passo que mostra os procedimentos para a entrega da declaração.

A apresentação da declaração é obrigatória para o contribuinte que obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com atividade rural superior a R$ 122.783,25. Quem tinha, até 31 de dezembro de 2012, posse de bens ou propriedade, inclusive terra nua, com valor superior a R$ 300 mil, também é obrigado a declarar.

O valor limite para a dedução com instrução será R$ 3.091,35. Por dependente, o contribuinte poderá abater R$ 1.974,72. No caso das deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos, o valor do abatimento pode chegar a R$ 985,96. Não há limite para os gastos com despesas médicas.

A Receita Federal criou uma imagem bem bacana explicando as principais regras do IR. Se você ainda ficar com dúvida não esqueça de conferir o nosso post sobre como declarar imóveis.