Construir sem agredir o meio-ambiente, sim é possível!

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Publicado em 18 de março de 2013.

True Chácara Klabin tem piscina coberta com raia de 25 m e tratamento de ozônio./ Foto: divulgação

True Chácara Klabin tem piscina coberta com raia de 25 m e tratamento de ozônio./ Foto: divulgação

Construir sem agredir o meio-ambiente, sim é possível! Sabemos que erguer qualquer empreendimento destrói o ecossistema local, contudo empresas ligadas ao setor da construção civil estão realizando ações para diminuir o impacto, tanto que algumas conquistam até mesmo certificações ambientais importantes, como a Even, que em julho de 2012 recebeu o selo AQUA, o que a tornou primeira empresa do segmento residencial da América Latina a receber essa certificação internacional.

Silvio Gava, diretor-executivo técnico e de sustentabilidade da construtora, contou que desde julho “a companhia assumiu o compromisso de que todos os empreendimentos residenciais lançados na cidade de São Paulo, construídos pela Even (o que equivale a aproximadamente de 70% dos negócios da empresa), serão concebidos e preparados para a certificação AQUA nas fases Programa, Concepção e Realização, que vão desde o planejamento da construção até a entrega aos clientes”. Ainda de acordo com Gava a proposta da Even é replicar o modelo para as demais cidades, “nas quais já adotamos diversas práticas. Nosso objetivo é difundir os conceitos de sustentabilidade, em vez de concentrá-lo em poucos empreendimentos”.

A empresa desde o inicio se preocupou em realizar práticas sustentáveis, mas a ideia ganhou força a partir de 2007. O empreendimento True Chácara Klabin, de 2010, foi o primeiro a ser certificado na fase Programa e Concepção. “O True foi uma espécie de piloto, pois nos permitiu entender melhor os requisitos da certificação e o que teríamos de fazer para expandir o conceito para outros empreendimentos”, ressaltou o diretor-executivo.

O certificado AQUA é operado pela Fundação Vanzolini, que orienta e avalia o processo de gestão e a qualidade ambiental dos empreendimentos no Brasil. Lançado em 2008, o AQUA trouxe uma proposta de mudanças na cultura da construção civil brasileira. Eduardo Gomes, assessor de impressa da Fundação, explicou em nota que “as mudanças incluem o fato de o empreendimento nascer sustentável, pois é pensado desde as fases iniciais do planejamento até a entrega”.

Para ganhar a certificação é necessário que as construtoras assumam o compromisso de “pensar o entorno do empreendimento na construção, no uso e na desconstrução. Ele considera aspectos do ciclo de vida dos materiais e sistemas construtivos, como durabilidade, conservação, manutenção e potencial de reciclagem. Desde o canteiro de obras, com gestão de resíduos sólidos, de energia e água. Sendo que todo o processo visa garantir a formalidade da cadeia produtiva”, informou Gomes.

Sobre os altos valores que as construções sustentáveis têm, Gava disse que as obras em escala minimizam os custos. “Um exemplo é o uso de madeira certificada FSC, inicialmente o gasto era mais elevado, mas na medida que ganhamos escala, o preço foi diminuindo e hoje já é similar ao da madeira não certificada. Essa é a razão pela qual defendemos que a adoção de práticas sustentáveis deve envolver todo o setor de construção, pois na medida que temos mais empresas atuando de forma mais sustentável, conseguimos ganhar escala, gerando um ciclo virtuoso”.

De acordo com o Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (Secovi-RS) apesar de “não possuirmos conhecimentos para resolver todos os problemas relacionados a cura do planeta, o objetivo da entidade é orientar na minimização de impactos referentes ao consumo de bens naturais, as formas corretas de descartes de resíduos e com certeza auxiliar na sustentabilidade do nosso belo Planeta Azul”.

Silvio concluiu: “pela própria natureza do negócio, a construção civil pode agredir o meio ambiente. Entretanto, algumas mudanças permitem diminuir o impacto de nossa atividade, não apenas no momento da construção, mas também entregando empreendimentos que possibilitem a economia de recursos, como água e energia. É justamente nisso que temos investido”.

O Secovi-RS possuí um manual que explica todos os cuidados que deve-se ter quando se está construindo ou reformando. Além de dicas do que fazer para economizar água e destino dos resíduos. Para baixar é só acessar esse link.

Na apresentação – para visualizar só clicar aqui – veja as informações referentes as certificações brasileiras, como Leed, selo Azul Caixa e Procel Edifica!

A história da arquitetura gaúcha por meio das obras de Theo Wiederspahn

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Post publicado em homenagem ao aniversário de 241 anos de Porto Alegre.

Visão superior do prédio ondo hoje é o Margs./ Foto: Procempa

Visão superior do prédio ondo hoje é o Margs./ Foto: Procempa

Sabe-se que o Rio Grande do Sul é um dos estados mais novos do Brasil, sua capital ainda é considerada jovem, logo a história da sua arquitetura também. O principal arquiteto de Porto Alegre, e um dos mais importantes do Mundo, é Theo Wiederspahn, criador de imóveis importantes como o Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana, e o edifício onde hoje está instalado o Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS). Esquecido durantes anos, a vida de Theo e as suas obras estão sendo relembradas por pesquisadores e jovens arquitetos.

As construções de Wiederspahn se encaixam no perfil eclético (período da arquitetura que durou até 1940), pois de acordo com o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS, Paulo Bicca, encontra-se nos prédios “marcas classicisantes, barrocas, elementos do Jugenstill alemão e do Secession austríaco”. Para Bicca, Theo é o mais importante arquiteto desta fase, tanto por causa da sua produção quantitativa tanto pela qualitativa. “É uma arquitetura que ainda pela suas qualidades se presta ao uso contemporâneo, não só para a preservação, mas com uso e com atividades”, salienta Paulo.

Parte interna da Casa de Cultura Mário Quintana/ Foto: Secretaria Estadual de Cultura

O motivo para que as obras arquitetônicas de Theo Wiederspahn ficassem esquecidas por anos acontece principalmente, porque as características dos imóveis, em sua maioria ecléticas, foram durante bom tempo desconsideradas pela então cultura moderna. “O desconhecimento da sua obra e o silêncio a respeito da mesma foram por demais evidentes durante um bom tempo. Assim como era evidente a alienação a respeito da obra de outros importantes arquitetos do Estado que atuaram na primeira metade do século XX”, explica Paulo.

O Espaço de documentação e memória cultural da PUCRS (Delfos) tem uma seção especial sobre o arquiteto. Claudia Garcia González foi bolsista de iniciação científica e trabalhou na organização do acervo sobre Theo. Em um dos seus relatórios ela destacou a importância deste trabalho. “Ele (o acervo) me dá a possibilidade de estudar e conhecer a obra desse arquiteto. E ao conhecimento obtido através desse acervo tem se somado aquele resultante do estudo de obras escritas sobre esse arquiteto e a arquitetura do Rio Grande do Sul à época”.

Mas afinal quem era Theo Wiederspahn?

Theo Wiederspahn era um arquiteto alemão (19 de fevereiro de 1878 – 12 de novembro de 1952), nascido na cidade de Wiesbaden, na Alemanha. Formou-se na Koenigliche Baugewebeschule de Idestein, no distrito de Rheingau-Taunus. Iniciou sua vida profissional no país, em empresa de seu pai, através da qual realizou dezenas de obras, das quais cerca de onze sobreviveram às duas guerras e foram declaradas de interesse histórico-cultural, sendo que quatro delas estão legalmente protegidas.

Em 1908 imigrou para o Rio Grande do Sul, fixando residência em Porto Alegre, onde já morava o seu irmão Heinrich Josef. Logo empregou-se na condição de arquiteto responsável pelo Departamento de Projetos do Escritório de Engenharia Rudolf Ahrons, permanecendo nesta até dezembro de 1915 quando ela encerrou suas atividades. Passou então a trabalhar como profissional autônomo.

Wiederspahn foi o criador da primeira Escola de Artes e Ofícios (Gewerbeschule) e do primeiro Sindicato de Arquitetos e Construtores, ambos do Rio Grande do Sul. Casou-se com Maria Mina Haffner, com quem teve dois filhos, Heinz Willi e Hanna Gerda.

Edifício Ely. No detalhe a perspectiva do imóvel./ Foto: Banco de Imagens

Entre as suas construções mais famosas estão o Memorial do Rio Grande do Sul, o Edifício Ely (atualmente uma das lojas Tumelero); a antiga Faculdade de Medicina da UFRGS e o prédio onde funcionou a Cervejaria Brahma, (hoje parte do Shopping Total). É dele também o prédio que abrigou o Leprosário, em Viamão.

Para conhecer mais o trabalho dele o professor colaborador da UFRGS, Günter Weimer, lançou em 2009 o livro Theo Wiederspahn , pela Edipucrs. O livro pode ser conferido neste link. Weimer é considerado o o maior especialista na obra do alemão.

“Tive que conquistar cada espaço dentro da empresa”, diz Raquel Tevisan

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publicado originalmente do site Linklar, em 8 de março de 2013

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Para Raquel o estudo foi a sua melhor forma de demostrar capacidade./ Foto: álbum pessoal

O dia 8 de março é marcado como um dia de lutas por igualdade de gêneros, no mundo todo. Pois neste Dia da Mulher fizemos uma entrevista rápida com Raquel Trevisan, diretora da imobiliária Taperinha. Ela nos falou da profissão, da conquista pelo espaço na imobiliária, do mercado e das novas gerações. Acompanhe!

Bruna Souza – Raquel eu queria que começaste me contando um pouco da tua profissão, o que fazes e como escolheste.

Raquel Trevisan – Sou administradora, com todos os meus cursos de pós-graduação em marketing. Durante minha formação nunca pensei (e nunca fui “pensada”) com um futuro na Taperinha. Trabalhei em shopping em POA e em Santa Maria, ministrei durante muitos anos aulas de marketing em cursos de graduação, dei consultoria em marketing para diversas empresas de diferentes ramos de negócio e foi através da minha empresa que entrei na imobiliária. A Taperinha era minha cliente.

O meu pai é um dos sócios fundadores da Taperinha e em função da minha formação eu comecei a prestar serviços de marketing para a imobiliária. Com o passar do tempo fui me envolvendo cada vez mais com atividades administrativas e estratégicas da empresa, percebendo as necessidades e carências existentes na gestão. O meu lado “gestora” falou mais alto e aí resolvi fechar minha empresa e me dedicar à Taperinha assumindo a direção e virando sócia. Foi um caminho lento, porque sendo um dos herdeiros e a única mulher com perfil pra assumir o posto, tive que conquistar cada espaço dentro da empresa perante os funcionários e os outros sócios, mostrando que eu estava ali pelo meu conhecimento e não porque “ganhei” de presente.

Hoje me dedico quase que exclusivamente à Taperinha, pois somente eventualmente ministro palestras e dou aula em pós-graduação.

Bruna – O que te levou a escolher essa profissão?

Raquel – Tenho “veia empreendedora”, nunca me imaginei num cargo público, por exemplo, o que é muito comum na minha cidade.

A área imobiliária, como disse anteriormente, foi entrando aos poucos na minha vida e hoje não me imagino fora dela…. é uma “cachaça”!!! Entretanto, sou gestora, gosto da parte estratégica, dos bastidores, de criar, de pensar… não me imagino vendendo imóveis, por exemplo. Acredito que não tenho perfil pra isso.

Bruna – O mercado de corretagem tem como maioria dos profissionais homens, as mulheres a bem pouco tempo tem entrado neste setor. Na tua opinião essa baixa feminina ainda acontece por quê?

Raquel – Na verdade todo o mercado imobiliário ainda está amadurecendo. Por muitos anos tivemos poucos investimentos, não havia quase bibliografia, congressos, cursos de aperfeiçoamento, etc. Acho natural que as mulheres não participassem, pois no mundo empresarial como um todo ainda somos minoria. Mas isso já está mudando e é um caminho sem volta.

Na área de corretagem, acredito que em pouco tempo haverá uma inversão, como vemos no mundo acadêmico onde as mulheres já são maioria nos cursos de graduação e pós-graduação. Os próprios cursos de TTI já mostram esta tendência.
Temos muito mais sede de aprender, de ir além que os homens em geral. Somos multitarefas, fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, além de ter uma percepção da linguagem não verbal que exercemos na maternidade. Tudo isso é diferencial em relação ao universo masculino, pois no mercado imobiliário estas habilidades são fundamentais. Somado a isso, a profissão de corretora possibilita às mulheres terem uma jornada flexível, aliando trabalho com a possibilidade de levar o filho na escola, fazer o temas, acompanhar o crescimento dele, coisas que várias profissões ainda não possibilitam. Entretanto, na minha visão, o universo feminino também tem o que aprender com o masculino, como sermos mais focadas nos resultados e lidar melhor com metas e cobranças.

Bruna – Que conselho darias para as jovens que estão em dúvida se escolhem essa profissão para seguir?

Raquel – Acredito que tudo na vida é uma questão de equilíbrio. Os jovens em geral, não só as mulheres, hoje são mais dispersos, impacientes e querem “tudo pra ontem”. Acreditam que em poucos meses ganharão muito dinheiro e atingirão postos de liderança. É a famosa geração Y.

Entretanto, em qualquer profissão há um tempo de amadurecimento profissional, o tempo de aprender as “manhas” do negócio, como conduzir cada negociação. No mercado imobiliário, lidamos com sonhos de uma vida inteira, com pessoas de mais idade que ainda tem uma outra “linguagem” para comprar. O desafio desta geração é aliar este entusiasmo, a agilidade e a falta do medo de arriscar, com o foco e o timming do negócio, com a hora de avançar e a hora de parar uma negociação, por exemplo.

As mulheres como disse antes, possuem mais vantagem nisso: estudam mais, envolvem-se mais, são mais comprometidas e éticas com a equipe em que trabalham, não são tão “predadoras”, o que é comum neste mercado. Se souberem equilibrar todas estas habilidades só terão sucesso pela frente. Confesso que fico orgulhosa de ver o número de mulheres crescendo no mercado imobiliário, não me sinto mais tão sozinha (risos)

Bruna – Um dos grandes problemas no mercado imobiliário apontado por diversos profissionais é a falta de preparo dos corretores, concordas? O que fazer para aumentar essa qualificação?

Raquel – Concordo plenamente. Hoje temos muitos candidatos com TTI o que é diferente de SER corretor. Hoje há muita gente que ESTÁ corretor, como costumo dizer. Uma grande parcela destes “profissionais” tem vindo para o mercado em busca da ilusão de trabalhar pouco e ganhar muito dinheiro, o que não corresponde com a realidade. Há sim aqueles que ganham muito dinheiro, porém a grande maioria fica na média ou abaixo dela, não vendendo muitas vezes nem um imóvel por mês.

Ser corretor é uma profissão como qualquer outra: exige conhecimento técnico e de gente, exige qualificação e humildade para aprender sempre. A dificuldade é que ainda existem poucos cursos e congressos ou até mesmo bibliografia especializada. E nos poucos encontros que existem no mundo imobiliário vemos sempre as mesmas pessoas e das mesmas empresas, ou seja, ainda são poucos que possuem o perfil da busca de qualificação.
Acredito que ainda há muito amadorismo no nosso mercado. Competimos com porteiros, zeladores e com aqueles que acham que vender um imóvel é algo fácil, que é só “mostrar” o imóvel. Muito pelo contrário, cada vez mais venda é algo complexo, o cliente torna-se mais e mais exigente, sabe mais e pesquisa mais. Quem não tiver consciência disso vai ser engolido pelo mercado.

Aluguel de imóveis por estudantes aumenta até 50% neste período

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publicado originalmente no site Linklar, em 6 de março de 2013.

Os valores das mensalidades são decisivas para fechar contratos./Foto: banco de imagens

Os valores das mensalidades são decisivas para fechar contratos./Foto: banco de imagens

As aulas nas universidades começaram na última semana e a ansiedade veio junto. Para diversos estudantes a entrada na faculdade não é só a chegada da vida adulta, mas também a mudança de cidade e a saída da casa dos pais. De acordo com estudo realizado pelo Secovi-SP as cidades universitárias de todo o Brasil a busca por imóveis para alugar, neste perfil de consumidor, aumenta entorno de 30% a 50% nos períodos de início das atividades escolares.

De acordo ainda com o Secovi-SP os universitários procuram, em geral apartamentos, próximos a universidade e de serviços úteis, como bancos, supermercados, farmácias e etc.

O estudante de jornalismo, Gabriel Arévalo, diz que a decisão de morar sozinho veio principalmente por causa da distância de Guaíba (RS), cidade que morava com os pais, de Porto Alegre. “Eu passava mais ou menos umas 3 horas por dia em viagem e isso me cansava muito. Fora isso, estava desenvolvendo uma relação mais profunda com meu namorado e queríamos um espaço que fosse mais nosso”, explica.

Jonatha P. Manique Barreto, estudante de publicidade e propaganda, é de Criciúma (SC) e a decisão de morar sozinho veio além de trocar de cidade, mas também de estado. Agora ele mora em Porto Alegre e divide o apartamento com um amigo. “A motivação maior foi a busca por uma faculdade de qualidade, conceituada. Porém, a experiência de morar sozinho e longe da família também foi um fator relevante”, conta Jonatha.

A busca por preços mais baixos e da facilidade de ter serviços disponíveis próximos influenciam o fechamento de contrato do aluguel. A jornalista Luísa Silveira, se mudou para a capital gaúcha, enquanto cursava a faculdade de jornalismo, e diz que o valor da mensalidade do aluguel foi decisivo. “Primeiro um preço baixo. Aluguel para pessoa solteira que mora sozinha é complicado. Depois a questão de ter fácil acesso às paradas de ônibus, pois também me desloco sozinha. E também procurei por uma área tranquila e um prédio seguro”.

Na visão dos três entrevistados a procura por um apartamento que atendesse as suas necessidades não foi difícil, porém exigiu certa calma. Os três buscaram por imóveis pequenos, mas confortáveis.

O desafio das reportagens sobre o Imposto de Renda

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Os textos sobre Imposto de Renda 2013 foi bem divertido fazer, pois na verdade foi um pequeno desafio. Produzi duas reportagens para o Linklar sobre o IR e sobre como declarar imóveis. A segunda eu tinha algumas perguntas que precisavam ser respondidas. Ambas deveriam ser publicadas juntas, e uma ter o link da outra. Deu ceto! Ambas as matérias estão neste post.

PS: os links de direcionamento levam direto para o blog do Linklar.

publicado originalmente no site Linklar, em 1 de março de 2013.

Respondemos seis dúvidas sobre como declarar imóveis no IR

Foto: Receita Federal

Foto: Receita Federal

 

Hoje, 1 de março, começa a entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2013 (IR) para a Receita Federal. E muitas dúvidas estão surgindo, principalmente na questão da declaração de imóveis e também sobre as alterações que o programa sofreu neste ano. O prazo para entrega vai até 30 de abril. A Receita Federal estima que neste ano aproximadamente 26 milhões de pessoas devem entregar a declaração nesse período. Quem não o fizer terá de pagar multa que varia de 1% a 20% sobre o total do imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74. A Receita publicou no seu site um passo a passo que mostra os procedimentos para a entrega da declaração.

Pois bem, muitas perguntas sobre como declarar imóveis e também sobre as alterações que o IR sofreu nesta ano chegou até nós. Escolhemos seis perguntas, dentre as que mais se repetirm, e pedimos para que Francisco Demolinari Arrighi, diretor presidente de Fradema consultores tributários ltda, nos ajudasse a responder a vocês leitores. Acompanhe:

Linklar – Vendi o meu apartamento no ano passado e usei o dinheiro para pagar parte do financiamento de outro imóvel. Como devo proceder para declarar a operação?

Arrighi – A venda do apto tem que ser preenchida no formulário de ganhos de capital e apurado o resultado na forma da lei. E o imposto devido deve ser pago em DARF, no código 4.600 até o ultimo dia útil do mês seguinte. Quanto a quitação do saldo do outro apartamento, não há nenhum beneficio de isenção na lei para isso. O regramento de utilização do produto da venda na compra de outro imóvel não se aplica para este caso para efeitos de isenção, e nesse caso a tributação é normal

Linklar – Comprei uma casa e botei o meu apartamento para alugar. Fiz isso no final do ano, tenho que declarar? Como faço?

Arrighi – A compra do imóvel é declarada na declaração de bens. O aluguel, se for feito para outra pessoa física, deve ser recolhido o carne leão mensalmente. Porém se este aluguel for para PJ, esse já fará a retenção mensal, o aluguel é lançado como ganho tributável e entrará na tabela progressiva junto com as demais receitas

Linklar – Como funciona essa doação direta que tanto se falou?

Arrighi – A novidade facilita doar até 3% do imposto devido a fundos ligados ao ECA, por meio da própria declaração anual. O contribuinte que não fez doações dedutíveis do Imposto de Renda em 2012 ainda tem tempo de doar o dinheiro, ainda este ano, por meio do “programa da Receita Federal”. Para abater o imposto em 2013, ele tem a opção de fazer o pagamento até 30 de abril, prazo final da entrega da declaração.

Com a novidade, basta apontar no programa da Receita o nome do fundo beneficiado e o valor a doar, e imprimir um guia de pagamento, na própria declaração, conhecido como Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).
Nada impede que a declaração de 2013, ano-base 2012, seja entregue antes de pagar a doação. “O contribuinte pode enviar o programa preenchido já no início da entrega, em 1º de março, e pagar a Darf até 30 de abril”. Caso o valor não seja pago até a data limite, a doação não vai constar no sistema e o imposto deixará de ser abatido.
Se o contribuinte preencher a declaração, mas não pagar o Darf no prazo, a Receita vai cobrar o valor abatido com multa e juros de 0,33% por dia de atraso no pagamento.

Apenas os fundos registrados no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) estão habilitados a receber a doação pelo programa da Receita. A “Fradema Consultores Tributários Ltda”, lembra que só abatem o IR doações a fundos ligados a órgãos municipais, estaduais ou federais. Ou seja, ONGs e entidades filantrópicas desvinculadas não contemplam o benefício. “Para saber se sua doação será dedutível, veja se a entidade encontra-se no site da prefeitura, governo ou órgão federal, e anote o CNPJ do fundo”, recomenda a consultora tributária.

Linklar – Como funciona o desconto simplificado e como posso optar por este desconto?

Arrighi – O desconto simplificado é para utilização do formulário simplificado, é desconto padrão de 25%, para evitar discriminar e relacionar os pagamentos dedutíveis para uma correta utilização deste beneficio deve-se fazer as contas para saber se vale a pena utilizar este beneficio

Linklar – No caso de eu possuir mais de um imóvel em meu nome, mas nenhum está para ser alugado, como faço para declara-los?

Arrighi – Os bens imóveis são declarados na declaração de bens, discriminando corretamente pelo seu valor de compra, não devendo em hipótese alguma proceder atualizações a não ser que sejam feitas reformas, que devem ser lançadas pelo seu valor efetivamente pago aumentando-se o custo do imóvel.

Linklar – Estou no meu segundo casamento e tenho um filho. No anterior tive uma menina. Além do financiamento do meu apartamento pago escola para os dois. Tudo isso deve constar na declaração?

Arrighi – Podemos deduzir o pagamentos de escolas desde que o filho seja dependente constante no corpo da declaração. Não há possibilidade dele ser dependente da esposa e você lançar a dedução do colégio em sua declaração.

*Caso tenha ficado com alguma dúvida ou não tem certeza se estás dentro do perfil do declarante veja um post que criamos sobre o assunto Imposto de Renda 2013

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Começa hoje a Declaração do Imposto de Renda 2013

O prazo termina em 30 de abril./Foto: Morguefille

O prazo termina em 30 de abril./Foto: Morguefille

Começou hoje, 1 de março, a entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2013 (IR) para a Receita Federal. Os contribuintes poderão enviar a declaração usando o programa ReceitaNet ou entregando o disquete nas agências do Banco do Brasil ou da CEF. O programa de preenchimento da declaração está disponível na página www.receita.fazenda.gov.br. Devem declarar todos aqueles que no ano de 2012 tiveram rendimentos acima de R$ 24.556,65.

O prazo para entrega vai até 30 de abril. Receita Federal espera bater recorde de 26 milhões de Declarações do IR 2013. Quem declarar vai pagar multa que varia de 1% a 20% sobre o total do imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74. A Receita publicou no seu site um passo a passo que mostra os procedimentos para a entrega da declaração.

A apresentação da declaração é obrigatória para o contribuinte que obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas ou obteve receita bruta com atividade rural superior a R$ 122.783,25. Quem tinha, até 31 de dezembro de 2012, posse de bens ou propriedade, inclusive terra nua, com valor superior a R$ 300 mil, também é obrigado a declarar.

O valor limite para a dedução com instrução será R$ 3.091,35. Por dependente, o contribuinte poderá abater R$ 1.974,72. No caso das deduções permitidas com a contribuição previdenciária dos empregados domésticos, o valor do abatimento pode chegar a R$ 985,96. Não há limite para os gastos com despesas médicas.

A Receita Federal criou uma imagem bem bacana explicando as principais regras do IR. Se você ainda ficar com dúvida não esqueça de conferir o nosso post sobre como declarar imóveis.

Báril realiza diversas atividades em Tramandaí para os veranistas

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Os esportes também estão incluídos na programação das ações./ Foto: divulgação

Os esportes também estão incluídos na programação das ações./ Foto: divulgação

publicado no site Linklar em 8 de fevereiro de 2013

O litoral norte do Rio Grande do Sul está bem agitado, graças a eventos que a Báril – produtos imobiliários está realizando no Condomínio Marítimo, em Tramandaí. O Acontece Marítimo começou em janeiro, tendo por objetivo manter o condomínio em constante atividade. Maria Thereza Klein, da Gerência de Marketing da Báril, explica que “com estes eventos pontuais, queremos oportunizar ao público, tanto da região como veranistas, a oportunidade de se deslumbrar com um local tão intenso em natureza, e ainda por cima, situado no litoral. São 51 hectares, sendo que 75% é natureza preservada”.

O crepúsculo é um espetáculo a parte, pois de acordo com Maria Thereza “é possível apreciar um pôr do sol maravilhoso e quase que exclusivo. O Marítimo faz frente a lagoa da Custódia, e conta com um trapiche de acesso a mesma”.

Até agora o Acontece Marítimo já teve Aulas de Kite Surf e Stand Up Paddle, em parceiria com a Escola 30 Nós; Palestra – Cuidados ao projetar sua casa no litoral, com Anne Báril e a Palestra – O paisagismo no litoral: possibilidades e necessidades, com Léa Japur e Susana Nedel. Além de eventos direcionados as imobiliárias e corretores.

O próximo evento acontece hoje, 8 de fevereiro, e será a Confraria do Pedro Ernesto no Show dos Esportes. No domingo e na segunda, das 18:00 às 21:00 (nos 2 dias), também haverá aulas de dança para crianças, casais e adultos.

Segundo Maria no final de semana seguinte ao carnaval, assim como no último final de semana de fevereiro haverá ações, porém “apenas faltam alguns ajustes para definirmos”, conclui.

Então se você estiver em alguma praia gaúcha não esqueça de dar uma passadinha lá no Condomínio Marítimo e aproveitar as oportunidades de se divertir! Não é necessário pagar para participar das atividades nem agendar vagas.

😉

Diárias em cidades-sede brasileiras têm aumento acima da média, diz Embratur

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A capital do Rio de Janeiro é a 2º cidade com diárias em hotéis mais caras do mundo./ Foto: EBC

publicado em 7 de fevereiro de 2013, no site Linklar

Levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) mostra que se hospedar em hotéis nas cidades-sedes da Copa das Confederações não será muito barato. O estudo avaliou tarifas de hotéis em 29 cidades do Brasil e do exterior, e mostrou que o Rio de Janeiro tem a segunda diária média mais cara para viagens de negócios e a terceira para viagens de lazer. Os hoteleiros negam os valores e discordam da pesquisa.

De acordo com as informações da Embratur a média das diárias nos hotéis do Rio foram de US$ 182,73 (cerca de R$ 363) para viagens de negócios, na simulação dessa modalidade, foram pesquisados quartos para uma pessoa com 14 dias de antecedência. A cidade brasileira perde apenas para Nova York, cuja tarifa média foi de US$ 245,32 (R$ 488).

Seguem nesta lista as brasileiras São Paulo, em sexto lugar, com tarifa média de R$ 265; Recife, sétimo lugar, com diária média de R$ 241,35; e Brasília, em oitavo lugar R$ 233,67.

Contudo os donos de hotéis discordam da pesquisa. Em entrevista realizada pela Agência Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Hotéis, do Distrito Federal, Hélder Carneiro, explica que “qualquer distorção de preço é evidentemente de livre comércio. E eu considero antes de mais nada que está pesquisa é um grande equívoco, pois não foi divulgada a sua metodologia. Para se ter uma ideia em primeiro lugar estava Nova Iorque e em segundo o Rio de Janeiro. Em compensação Tóquio, conhecida por ser uma das mais caras do mundo, está em 10º lugar. E Milão com 16 colocações abaixo que São Paulo e Recife. Com certeza houve uma precipitação em divulgar números”.

Segundo Carneiro a elevação dos preços segue a lei da demanda, da oferta e procura. “Defendo a sazonalidade, que ocorre em todo o mundo”, diz.

O Ministério do Turismo e os hoteleiros criam acordo para monitorar preços

Ministério do Turismo e cinco entidades representativas do setor hoteleiro brasileiro acertaram a criação de um comitê de monitoramento das tarifas de hospedagem nas seis cidades-sede da Copa das Confederações 2013. Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Brasília (DF), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A medida foi definida em Termo de Compromisso. Sendo que o documento gerado foi entregue ao ministro Gastão Vieira.

O ministro do turismo, Gastão Vieira, contou que durante todo o mês de fevereiro e parte de março a pasta fará visitas às seis capitais que sediarão a Copa de 2013. O objetivo é inspecionar, in loco, a harmonização das tarifas de hospedagem, e construir um mapeamento da oferta de hospedagem alternativa no Brasil para oferecer ao consumidor. “O encontro serviu para que, juntos, cheguemos a um entendimento entre o setor hoteleiro e o governo federal. Essa iniciativa é um termômetro sobre o quanto o setor é visto com responsabilidade no país”, falou o Vieira.

Para Enrico Fermi, presidente da ABIH, as entidades que representam a hotelaria nacional estão à disposição do governo federal para discutir e criar estratégias para o setor. “Esse é um trabalho realizado em prol do crescimento do segmento e do país. Agora, junto com o MTur, vamos buscar condições favoráveis para o equilíbrio das tarifas hoteleiras durante os megaeventos esportivos”, enfatiza.

*Com informações: Agência BrasilEmbraturMinistério do Turismo