A história da arquitetura gaúcha por meio das obras de Theo Wiederspahn

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Post publicado em homenagem ao aniversário de 241 anos de Porto Alegre.

Visão superior do prédio ondo hoje é o Margs./ Foto: Procempa

Visão superior do prédio ondo hoje é o Margs./ Foto: Procempa

Sabe-se que o Rio Grande do Sul é um dos estados mais novos do Brasil, sua capital ainda é considerada jovem, logo a história da sua arquitetura também. O principal arquiteto de Porto Alegre, e um dos mais importantes do Mundo, é Theo Wiederspahn, criador de imóveis importantes como o Hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana, e o edifício onde hoje está instalado o Museu de Artes do Rio Grande do Sul (MARGS). Esquecido durantes anos, a vida de Theo e as suas obras estão sendo relembradas por pesquisadores e jovens arquitetos.

As construções de Wiederspahn se encaixam no perfil eclético (período da arquitetura que durou até 1940), pois de acordo com o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS, Paulo Bicca, encontra-se nos prédios “marcas classicisantes, barrocas, elementos do Jugenstill alemão e do Secession austríaco”. Para Bicca, Theo é o mais importante arquiteto desta fase, tanto por causa da sua produção quantitativa tanto pela qualitativa. “É uma arquitetura que ainda pela suas qualidades se presta ao uso contemporâneo, não só para a preservação, mas com uso e com atividades”, salienta Paulo.

Parte interna da Casa de Cultura Mário Quintana/ Foto: Secretaria Estadual de Cultura

O motivo para que as obras arquitetônicas de Theo Wiederspahn ficassem esquecidas por anos acontece principalmente, porque as características dos imóveis, em sua maioria ecléticas, foram durante bom tempo desconsideradas pela então cultura moderna. “O desconhecimento da sua obra e o silêncio a respeito da mesma foram por demais evidentes durante um bom tempo. Assim como era evidente a alienação a respeito da obra de outros importantes arquitetos do Estado que atuaram na primeira metade do século XX”, explica Paulo.

O Espaço de documentação e memória cultural da PUCRS (Delfos) tem uma seção especial sobre o arquiteto. Claudia Garcia González foi bolsista de iniciação científica e trabalhou na organização do acervo sobre Theo. Em um dos seus relatórios ela destacou a importância deste trabalho. “Ele (o acervo) me dá a possibilidade de estudar e conhecer a obra desse arquiteto. E ao conhecimento obtido através desse acervo tem se somado aquele resultante do estudo de obras escritas sobre esse arquiteto e a arquitetura do Rio Grande do Sul à época”.

Mas afinal quem era Theo Wiederspahn?

Theo Wiederspahn era um arquiteto alemão (19 de fevereiro de 1878 – 12 de novembro de 1952), nascido na cidade de Wiesbaden, na Alemanha. Formou-se na Koenigliche Baugewebeschule de Idestein, no distrito de Rheingau-Taunus. Iniciou sua vida profissional no país, em empresa de seu pai, através da qual realizou dezenas de obras, das quais cerca de onze sobreviveram às duas guerras e foram declaradas de interesse histórico-cultural, sendo que quatro delas estão legalmente protegidas.

Em 1908 imigrou para o Rio Grande do Sul, fixando residência em Porto Alegre, onde já morava o seu irmão Heinrich Josef. Logo empregou-se na condição de arquiteto responsável pelo Departamento de Projetos do Escritório de Engenharia Rudolf Ahrons, permanecendo nesta até dezembro de 1915 quando ela encerrou suas atividades. Passou então a trabalhar como profissional autônomo.

Wiederspahn foi o criador da primeira Escola de Artes e Ofícios (Gewerbeschule) e do primeiro Sindicato de Arquitetos e Construtores, ambos do Rio Grande do Sul. Casou-se com Maria Mina Haffner, com quem teve dois filhos, Heinz Willi e Hanna Gerda.

Edifício Ely. No detalhe a perspectiva do imóvel./ Foto: Banco de Imagens

Entre as suas construções mais famosas estão o Memorial do Rio Grande do Sul, o Edifício Ely (atualmente uma das lojas Tumelero); a antiga Faculdade de Medicina da UFRGS e o prédio onde funcionou a Cervejaria Brahma, (hoje parte do Shopping Total). É dele também o prédio que abrigou o Leprosário, em Viamão.

Para conhecer mais o trabalho dele o professor colaborador da UFRGS, Günter Weimer, lançou em 2009 o livro Theo Wiederspahn , pela Edipucrs. O livro pode ser conferido neste link. Weimer é considerado o o maior especialista na obra do alemão.

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Lofts que demonstram as ações de seus moradores

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Originalmente publicado em Linklar Editorial

Parte externa dos Lofts Reversible Destiny./ Foto: divulgação

Desafiar os limites da arquitetura é um dos principais objetivos do grupo Reversible Destiny. Das diversas obras arquitetônicas espalhadas pelo mundo uma das que mais chama a atenção é os Lofts Reversible Destiny, em Mitaka, no Japão. Os lofts criados em memória a Helem Keller é uma unidade de nove habitações e nove múltiplas.

Um dos espaços para compartilhamento de convivência./ Foto: divulgação

Estes imóveis refletem as tendências dos moradores operativos e habilidades essenciais para a coordenação e determinação do pensamento e do comportamento humano, o que significa dizer que os lofts revelam, em virtude da forma como eles são construídos, aos seus moradores os prós e contras do que faz uma pessoa, neste caso o residente. Foram construídos a partir da pesquisa “O Mecanismo de Significado”, de Gins Arakawa e Madeline.

Parte interna dos Lofts./ Foto: divulgação

Os responsáveis pela construção das habitações foi a Takenaka Corporation, empresa japonesa. Os Lofts Reversible Destiny são daqueles tipos de ambientes que convidam as pessoas a terem reações mais otimistas e construtivas para ajuda-los a terem uma vida longa e ampla.

Visão ampla dos Lofts./ Foto: divulgação

A Reversible Destiny

A Fundação Reversible Destiny é um grupo de artistas, arquitetos e poetas formado por Madeline Gins e Arakawa . O trabalho da Fundação diz respeito ao corpo, sua relação simultaneamente específica e não específica para os seus arredores. As conclusões filosóficas do que um organismo ou pessoa é direciona suas teorias arquitetônicas e obras. A Reversible Destiny pretende colaborar com os profissionais em uma ampla gama de disciplinas, incluindo, mas não limitado a biologia experimental, a neurociência, a física quântica, a fenomenologia experimental, e medicina. Seus projetos arquitetônicos têm incluído residências, parques e planos para conjuntos habitacionais e bairros.

Veja abaixo um vídeo de uma canal japonês sobre os Lofts.

Sede do Facebook será reformado por renomado arquiteto

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Publicado em 12 de setembro de 2012

Frank e Mark Zuckerberg decidem as alterações da sede./ Foto: Equipe Frank Gehry

A sede da gigante das redes sociais, o Facebook, passará por reformas e quem assina o projeto é o renomado arquiteto Frank Gehry, que será o responsável pela expansão da sede da empresa em Palo Alto, na Califórnia. O conjunto ocupará um terreno de 90 mil m², na área conhecida como Menlo Park, onde já está instalado Facebook.

O início previsto para começar as obras é de janeiro de 2013, e inclui uma série de galpões com capacidade para abrigar 6 mil novos funcionários, boa parte deles engenheiros, além de cafeterias e restaurantes. A área total construída excederá os 40 mil m² atuais. Haverá pouca ou nenhuma divisão interna entre os setores, junto de grandes aberturas laterais, para garantir que todos os funcionários possam observar os bosques do local.

Foto: Equipe Frank Gehry

A natureza é o que define o conceito desenvolvido por Gehry para as novas construções. Todas elas terão tetos verdes com área de plantio profunda o suficiente para que sejam cultivadas plantas nativas. As coberturas serão acessíveis para todos os funcionários da empresa e funcionarão como uma extensão das florestas que marcam o campus. Ciclovias e caminhos de pedestres complementam o projeto, que de acordo com o arquiteto, definem sua identidade.

Uma cidade de porcelana que inspirou arquitetura européia

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Publicada em 11 de setembro

Vista superior de São Luís do Maranhão./ Foto: Ecoviajem

A cidade de São Luís do Maranhão, patrimônio Cultural da Humanidade, é conhecida como a cidade de porcelana, já que azulejos eram usados para cobrir a fachada das casas da cidade nos séculos passados. O uso deste material não servia apenas para decorar a parte externa dos imóveis, mas também para protege-los do calor e da umidade. Ao mesmo tempo o azulejo mantinha-se mais duradouro que a pintura em virtude da maresia. A maioria dos azulejos usados na cidade eram trazidos de Portugal nos séculos XVIII e XIX, e os mais comuns utilizavam a técnica de estampilha com retoques à mão livre.

Prédios que compões o centro histórico da capital maranhense./ Foto: TripAdvisor

Grande parte das três mil e quinhentos imóveis, que compõe o acervo arquitetônico do estado maranhense, foram construídos pelos senhores que comandavam a produção de algodão na região. Os sobrados e solares compõe no centro histórico da capital uma arquitetura uniforme e de beleza simples e que remete aos tempos de apogeu econômico da cidade.

Além dos azulejos na parte externa essas construções mostram outro detalhe bem interessante. Mantém as portas em pedra de cantaria e sacadas em pedra lioz. Os sobrados, de até 4 andares, tinham duas funções: comércio, no térreo, e residência, nos andares superiores.

A experiência de usar azulejos, um material bem barato, nos imóveis da capital do Maranhão foi tão boa que a ideia foi exportada para Portugal. Na verdade serviu de inspiração para reconstruir rapidamente as cidades de Lisboa e Porto que haviam sido arrasadas com um terremoto que atingiu ambas localidades em 1755.

Detalhe de fachada de sobrado./ Foto: Matraqueando

Uma curiosidade apontada é que muitas das casas que possuem azulejos na fachada não são do tempo colonial. Isso porque os proprietários das casas históricas com azulejos não pagavam impostos, o que levou muita gente a recobrir os seus imóveis com réplicas das peças antigas para se aproveitar da isenção do imposto.

Conheça um pouco da história de São Luís do Maranhão:

A cidade era uma aldeia tupinambá e foi conquistada pelos franceses em 1612, comandados por Daniel de La Touche, que construíram um forte e o nomearam São Luís, em homenagem a Luís XIII da França. Os franceses se aliaram aos nativos na resistência aos portugueses, porém em novembro de 1615, foram expulsos, sob o comando de Jerônimo de Albuquerque, que se tornou o primeiro capitão-mor do Maranhão.

Praça do Centro Histórico de São Luís do Maranhão./ Foto: Prefeitura Municipal de São Luiz

São Luís também esteve sob o controle holandês no período de 1641 a 1644. Somente depois de ter sofrido ataques o governo colonial português (pós 1644) decidiu fundar o estado do Grão-Pará e Maranhão, independente do resto do país. Nessa época, a economia era baseada na plantação, e depois exportação, de cana-de-açúcar, cacau e tabaco. Conflitos entre as elites por motivos econômicos levaram à Revolta de Beckman.

Pelos idos de 1860, com o início da Guerra Civil Americana, a região passou a fornecer algodão para a Inglaterra. A riqueza proporcionada por essa atividade foi usada para modernizar a cidade, com atenção especial a educação que foi reforçada com a chegada de religiosos para lecionar nas suas escolas e a implantação de redes de água e saneamento. A cidade chegou a ser a terceira do país em população, mas no fim do século XIX a agricultura entra em decadência e, desde então, a cidade busca outras atividades para manter-se.

Apesar de ter sido dos franceses e holandeses as edificações só surgiram após do século XVIII e o domínio português.

Fonte:

Cidades Históricas

Facem

Wikipédia

Uma coletânea de livros gigantes ou um prédio em forma de livros?

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Publicada em 10 de julho de 2012

A grande coleção literária./ Foto: Skyscrapercity

Lá estão eles, imponentes e lindos, lembrando que ali é um local de leitura, curiosidades e o local ideal para quem quer aprender sobre algum assunto. Por vezes parece mais uma coletânea de livros gigantes outrora mostra que é um prédio em forma de livros enormes. Este espaço de formato irreverente é a Biblioteca Pública de Kansas City, localizado no Estado do Missouri. O prédio da Biblioteca Pública  foi inaugurado em 2004 e custou cerca 50 milhões de dólares. A fachada é composta por uma imitação de 22 lombadas gigantes de livros clássicos mundiais, que medem 7,5m de altura por 2,70m de largura, representando títulos significativos de diferentes áreas da literatura.

A história da biblioteca começa em 1873, ano de sua fundação, porém com o passar das décadas a biblioteca passou por várias mudanças incluindo as de endereços. Em 1999 era o ano de arrumar as malas novamente, o acervo iria para o prédio histórico do antigo Banco First National, entre as ruas 10 º e Baltimore. O edifício centenário de colunas de mármore, portas de bronze e molduras ornamentadas, teria que passar por reformas e uma remodelação para a adição do quinto andar, necessária para receber todo o material da Biblioteca Pública. Foi durante a reformulação que o prédio recebeu um anexo, em forma de livros literários, para que assim o ambiente ganhasse um ar moderno e de impressionante arte urbana.

A arrecadação do dinheiro para a obra de reforma e construção do anexo foi realizada a partir de uma parceria público-privada liderada pelo Conselho Downtown, e utilizando recursos do governo federal, estadual e municipal, empresas, fundações, indivíduos e da área própria Biblioteca. Foram usados para a construção quase 50 milhões de dólares, que levou cinco anos para ficar pronta. Inaugurada em 2004, o local apresenta uma união entre a tecnologia e o analógico, contando com salas de reuniões e estudos, uma sala de projeção de filmes, um café, dentre outros espaços, para atender o visitante de forma rápida e eficaz ao mesmo tempo que ele se sente em casa.

Yungay 2 – lofts charmosos em Valparaíso, no Chile

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Fachada dos lofts Yungay/ Foto: Marcos Mendizabal

Se em meados do século XX os lofts foram criados a partir de galõpes e antigos armazéns, tornando-se logo após moradia para aqueles do estilo “cool”, na entrada do novo século não seria diferente. Nos anos 2000, a cidade de Valpaíso, no Chile, recebeu os primeiros lofts “Yungay”, idealizados pelos arquitetos Antonio Menéndez e Cristian Barrientos, da Rearquirtetura. Naquele período apostaram na antiga fórmula: gente jovem, descolada, atmosfera cultural e boêmia.

Em 2008 os sócios resolvem fazer uma nova leva imóveis, um prédio com 20 lofts, denominado como Yungay 2. Uma forma em concreto da união entre as referências históricas e a modernidade construtiva de cores intensas e respeito pelo ambiente urbano, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2003.

Está localizado em um dos morros que se alinham à costa do Pacífico, e como as casas ao redor são vivamente coloridas e de porte pequeno, o conjunto de lofts também aderiu a este formato. O Yungay 2 é um condomínio, mas não um bloco. As unidades foram divididas em três pavimentos e duas fachadas principais. Cada nível e cada um dos dois lados apresentam diferenças que criam um todo harmonioso.

O projeto fica no Cerro Yungay, na encosta propriamente dita e, por isso, enfrenta sob suas fundações um íngreme declive. A leste está a rua que também abriga o primeiro conjunto de lofts homônimo projetado por Menéndez e Barrientos. A oeste, a falésia e a imensidão do oceano, que pode ser avistado do topo do Yungay 2, nos terraços.

A fundação do Yungay 2 se estabelece em acordo com os desníveis do terreno. Assim, as unidades são baseadas em plataformas que se adaptam ao relevo e não em uma estrutura única. Não houve a necessidade de muros de contenção ou grandes perfurações na rocha, mas sim dois eixos que garantem a “amarração” das plataformas sobre um alicerce profundo em direção ao declive.

Os eixos centrais são correspondentes à orientação norte-sul dos corredores, ou seja, no “comprimento” do prédio. Tais espaços de circulação são constituídos em três níveis ligados por escadas curtas, o que demonstra a adaptação da obra ao terreno. No topo, claraboias auxiliam na iluminação dos corredores.

A base de alicerçamento em pequenas plataformas faz com que a sensação de unidade da construção não determine, em consequência, a percepção do todo como algo “maciço”. Menéndez explica que a ideia era criar uma construção fragmentada em série, o que ganhou força coesiva com a escolha da aplicação de um padrão de cores.

Estão dispostos em três pavimentos e cada uma delas forma uma moradia.

O principal cuidado durante a obra foi não causar impacto ambiental/ Foto: Marcos Mendizabal

As unidades têm algumas diferenças estruturais. Em três, sendo um de cada formato, há closets. Nos dúplex e “singles” há área de serviço. Nos dúplex os degraus são fixados na parede em perfis de metal, enquanto nos triplex as escadas podem ser em caracol.

Todos os lofts são revestidas com ardósia em formato retangular pequeno, enquanto as escadas são compostas em pínus vitrificado. Nos terraços, cerâmica, e nos balcões, grama. Nas áreas comuns o piso leva porcelanato e as paredes mantêm as cores usadas na fachada externa, mas agora em tons pasteis. Os halls se compõem com painéis verticais de vidro, carpete nas escadas e papéis de parede com acabamento em vinil.

O charme do Yungay 2 fica pro conta das belezas locais, como da costa de Valparaíso e da cultura que a cidade emana.

A grande janela auxilia a iluminação natural dos imóveis./ Foto: Marcos Mendizabal

Os objetos coloridos quebram o branco das paredes internas/ Foto: Marcos Mendizabal

Sala e cozinha integradas. Cada cômodo no seu estilo./ Foto: Marcos Mendizabal

Do terraço a visão natural é destaque./ Foto: Marcos Mendizabal

Google homenageia aniversário do arquiteto Mies van der Rohe

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Publicado em 27/03/2012

Foto: Divulgação

Quem abriu o Google hoje certamente viu a imagem acima. Ela é uma homenagem ao aniversário de 126 anos do arquiteto Ludwing Mies van der Rohe (Aachen, 27 de março de 1886 — Chicago, 17 de agosto de 1969). Essa doodle forma um prédio retangular, feito de vidro e aço, onde é reproduzido o projeto Crown Hall.

O arquiteto era alemão, mas foi naturalizado estaduniense e é considerado um dos nomes mais importantes da arquitetura do século XX. Rohe foi professor da Bauhaus e ficou conhecido por ter sido um dos criadores do International style, na qual deixou a marca de uma arquitetura que prima pelo racionalismo, pela utilização de uma geometria clara e sofisticação. Utilizou em seus edifícios o uso criativo de materiais considerados modernos, como o aço industrial e o vidro para definir os espaços interiores, além da aparência exterior de suas obras.

Mies van der Rohe procurou sempre uma abordagem racional que pudesse guiar o processo de projeto arquitectônico. Sua concepção dos espaços envolvia uma profunda depuração da forma, voltada sempre às necessidades impostas pelo lugar, segundo o preceito do minimalismo. Era famoso pelas diversas frases criadas, dentre elas a mais conhecida “less is more ” (menos é mais) e “God is in the details” (Deus está nos detalhes). Procurou estabelecer um novo estilo arquitetônico que poderia representar os tempos modernos.