Março de 2015: o franqueado e o franqueador

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Desde o ano passado presto serviços de freelancer para o site Mapa das franquias. Neste período já pude contar boas histórias e principalmente trazer boas informações para quem busca mais informações sobre o mercado de franchising. Março de 2015 não foi diferente. Entre as matérias, o franqueado e o franqueador foram destaques. Abaixo tem as matérias que foram publicados neste mês. Confira!

Food Trucks em Porto Alegre: veja como funciona a liberação para o funcionamento

Enquanto a PL de alteração da atual legislação tramita na Câmara de Vereadores, os restaurantes móveis se reúnem em eventos que atraem milhares de pessoas.

comida-de-rua-dezembro-de-2014Os food trucks estão fazendo sucesso entre os clientes que estão preferindo fazer as suas refeições na rua e saborear os sabores servidos nos caminhões. Porém, o avanço deste tipo de comércio ainda não foi acompanhado pela legislação. Em Porto Alegre aumentou a procura e também o número de restaurantes sobre rodas, contudo ainda não há uma norma específica para os food trucks. Mesmo assim há regras para o funcionamento. E uma das marcas pensa em expandir os negócios através do ramo das franquias.

O comércio ambulante de alimentos na Capital dos gaúchos segue regras dispostas na Lei Municipal nº 10.605/08 e para funcionar é necessário que possua alvarás de liberação da Secretária Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), da Vigilância Sanitária, sendo que para conseguir este último é necessário realizar um curso de boas práticas, ministrado por instituição homologada junto à Secretaria Estadual de Saúde. Além disso, é necessário que o veículo esteja de acordo com o recomendado para que sejam preparados os alimentos e com a documentação em dia no Detran.

A matéria completa pode ser conferida aqui.

InFlux: uma rede que nasceu para ensinar inglês de maneira diferente

Leal comemora os resultados obtidos pela rede neste começo de ano, mas é cauteloso na meta de crescimento da empresa em virtude da economia brasileira

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A inFlux nasceu há 10 anos, depois que o professor de inglês, e agora presidente da empresa, Ricardo Leal, percebeu que a maioria dos formados nos cursos existentes na época não saíam com fluência na língua, tal como os cursos prometiam. Mas a história da rede de escolas de inglês é mais antiga. Aproximadamente 20 anos atrás, Leal, o irmão Eduardo Leal e o amigo Paulo Tavares abriram uma franquia de um curso de inglês. Durante o período em que tiveram a marca, por uma década, eles abriram mais duas escolas. Porém notavam que a gestão da marca não era boa e cada franqueado fazia o que tinha vontade. Além disso, perceberam que a maioria das escolas de idiomas não oferecia o que os futuros alunos necessitavam: tempo. “Percebíamos no mercado que alguns cursos eram muito longos, algo entorno de 8 anos. Os jovens adultos precisavam de cursos rápidos e quando encontravam não recebiam aquilo que contratavam”, explicou Ricardo.

O presidente lembrou que, muitos jovens fazem curso de inglês, porém apenas 5% dos brasileiros falam fluentemente a língua. “Queríamos mudar esse cenário”, ressaltou. Durante o projeto para a criação da rede, o empresário contou que ele e os sócios decidiram criar uma metodologia de ensino de tempo rápido e que facilitasse a aprendizagem dos alunos. E após anos de estudo, foi por meio da união de duas das mais eficazes abordagens do ensino de línguas, as abordagens Comunicativa e Lexical, que surgiu o método inFlux. O método permite que o aluno aprenda por meio de situações do dia a dia. Além disso, o curso dá ênfase aos itens lexicais (conjuntos de palavras) e não às palavras isoladas e explicações gramaticais.

Leia a entrevista completa clicando aqui.

Qual a melhor forma de encerrar as atividades de uma franquia?

Entre os motivos para a desistência de uma franquia está porque na prática o negócio não corresponde com o cenário apresentado pelo franqueador, falou especialista.

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Desistir de uma franquia nem sempre é uma decisão fácil para o franqueado. A atitude requer muitos cuidados, pagamento de multas (em muitos casos) e de certa forma até evitar problemas judiciários. Nós conversamos com a doutora Vanessa Gramani, advogada especialista no mercado de franchising, que explicou como o franqueado pode abrir mão de sua franquia e como a lei protege ele e o franqueador. Confira!

Mapa das franquias: O futuro franqueado pode se arrepender ou desistir, por algum problema, do negócio logo após da assinatura do contrato e antes da abertura da franquia?

Vanessa Gramani: A contratação de uma franquia deve passar, necessariamente (inclusive por imposição legal), pelo recebimento e conhecimento da Circular de Oferta de Franquia (COF). O franqueador, por força do disposto no art. 3º. da Lei de franquias (Lei no. 8955/94) deverá entregar ao candidato a franqueado a COF na qual deve fornecer todos os dados necessários e relevantes sobre o negócio para que a decisão de contratar a franquia seja a mais transparente possível. A Lei determina também que o contrato de franquia não pode ser assinado antes de 10 dias a contar do recebimento da COF (art. 4º.), justamente porque nosso legislador entende relevante que a contratação seja muito bem planejada. Por isso, em tese, após a assinatura do contrato de franquia, o franqueado não pode, sem justo motivo, desistir do negócio, seja antes ou depois da abertura da operação, sob pena de ser obrigado a pagar a multa rescisória do contrato.

A conversa completa pode ser acessada por aqui.

Escutar as ideias do franqueado sobre de produtos/serviços é importante, disse consultor

Croasonho e Quality incentivam que seus franqueados exponham suas sugestões.

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O franqueado muitas vezes está cheio de ideias referentes a serviços e produtos que a marca de sua franquia poderia oferecer aos clientes. Fazer sugestões de novos produtos para o mix é muito importante, pois de acordo com especialista e franqueadores, é o franqueado que está mais próximo do público atendido pela empresa. O consultor Dênis Santini, CEO do Grupo MD, explicou que o franqueador escutar as sugestões dadas pelos franqueados é, sem dúvida, importante, pois é o empresário que está na linha de frente do negócio, lidando diariamente com o cliente.

Contudo, Santini salientou que ao fazer a sugestão de um novo produto é necessário separar dois momentos: o franqueador ouvir a ideia é uma coisa, ele executar o trabalho é outra. Muitas vezes o franqueado pode ficar chateado porque o franqueado não colocou a sua ideia em prática, mas segundo o consultor “o franqueador precisa analisar se o produto ou serviço irá se adequar ao mix existente, se será bem-aceito em todas as regiões que as unidades estão inseridas ou se terá que sofrer algumas alterações de acordo com o publico de cada região”, falou.

Clique e veja a reportagem completa.

Com o crescimento do mercado de franquias evoluir é preciso

Franqueadores do setor de seguros e de tecnologia são enfáticos ao dizer que as marcas precisam desenvolver novos produtos e serviços se não quiserem ficar no passado.

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O mercado de franquias cresceu em 2014. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF) no ano passado o setor registrou aumento de 7,7%, com faturamento de R$127, 331 bilhões. Ainda segundo o estudo da ABF, houve expansão de 9,8% das unidades franqueadas em operação em todo o Brasil, ou seja, foram abertas mais de 11 mil unidades. Sendo que também houve o acréscimo no quesito de novas marcas de franquias, foram abertas 2.942 redes, aumento de 8,8%. Com o avanço do setor os franqueados são unânimes em dizer que é preciso inovar para não ficar no passado.

Com 20 anos no mercado e há apenas um ano como franqueadora, a seguradora San Martini percebeu que no último ano a expansão da marca foi maior do que o esperado. Atualmente a rede conta com 104 unidades, sendo que está presente em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Manaus, Teresinha, dentre outras cidades. A escolha pela forma de expandir a rede foi após um estudo e o diretor executivo disse não se arrepender. “O sistema de franquias é sem dúvidas o meio mais rápido e menos oneroso de se expandir uma marca. A expansão em todo o país e ao mesmo tempo a profissionalização e atração de tantos para o promissor mercado de seguros vieram acompanhadas da responsabilidade e seriedade de quem busca um crescimento sustentável dentro das normas vigentes”, salientou Carlos Alexandre Gomes, diretor executivo da rede de franquias San Martin Seguros.

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Falsa seringueira é removida e praça é adotada por incorporadora

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Originalmente publicada no Linklar

Praça Salvador Allende passará por revitalização paga por incorporadora/ Foto: Sergio Louruz

Falsa seringueira plantada de forma errada rendeu um novo local de descanso e lazer na Praça Salvador Allende, localizada na avenida Loureiro da Silva, esquina com a rua Avaí, em Porto Alegre. A árvore exótica foi removida hoje pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e a praça foi adotada pela incorporadora Goldsztein.

A Smam executou a remoção da falsa seringueira que ficava na Praça Salvador Allende, pois ela foi plantada irregularmente pela população em local inapropriado, sobre uma galeria de esgotos. A remoção rendeu ao local,  de 1.325 m2, a revitalização da área, que receberá novo pavimento em concreto, bancos, lixeiras e gramado. As melhorias serão viabilizadas através de Termo de Cooperação assinado com a empresa Goldsztein, que adotou o espaço por três anos. E se caracterizará como um recanto de estar.

Uma cidade de porcelana que inspirou arquitetura européia

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Publicada em 11 de setembro

Vista superior de São Luís do Maranhão./ Foto: Ecoviajem

A cidade de São Luís do Maranhão, patrimônio Cultural da Humanidade, é conhecida como a cidade de porcelana, já que azulejos eram usados para cobrir a fachada das casas da cidade nos séculos passados. O uso deste material não servia apenas para decorar a parte externa dos imóveis, mas também para protege-los do calor e da umidade. Ao mesmo tempo o azulejo mantinha-se mais duradouro que a pintura em virtude da maresia. A maioria dos azulejos usados na cidade eram trazidos de Portugal nos séculos XVIII e XIX, e os mais comuns utilizavam a técnica de estampilha com retoques à mão livre.

Prédios que compões o centro histórico da capital maranhense./ Foto: TripAdvisor

Grande parte das três mil e quinhentos imóveis, que compõe o acervo arquitetônico do estado maranhense, foram construídos pelos senhores que comandavam a produção de algodão na região. Os sobrados e solares compõe no centro histórico da capital uma arquitetura uniforme e de beleza simples e que remete aos tempos de apogeu econômico da cidade.

Além dos azulejos na parte externa essas construções mostram outro detalhe bem interessante. Mantém as portas em pedra de cantaria e sacadas em pedra lioz. Os sobrados, de até 4 andares, tinham duas funções: comércio, no térreo, e residência, nos andares superiores.

A experiência de usar azulejos, um material bem barato, nos imóveis da capital do Maranhão foi tão boa que a ideia foi exportada para Portugal. Na verdade serviu de inspiração para reconstruir rapidamente as cidades de Lisboa e Porto que haviam sido arrasadas com um terremoto que atingiu ambas localidades em 1755.

Detalhe de fachada de sobrado./ Foto: Matraqueando

Uma curiosidade apontada é que muitas das casas que possuem azulejos na fachada não são do tempo colonial. Isso porque os proprietários das casas históricas com azulejos não pagavam impostos, o que levou muita gente a recobrir os seus imóveis com réplicas das peças antigas para se aproveitar da isenção do imposto.

Conheça um pouco da história de São Luís do Maranhão:

A cidade era uma aldeia tupinambá e foi conquistada pelos franceses em 1612, comandados por Daniel de La Touche, que construíram um forte e o nomearam São Luís, em homenagem a Luís XIII da França. Os franceses se aliaram aos nativos na resistência aos portugueses, porém em novembro de 1615, foram expulsos, sob o comando de Jerônimo de Albuquerque, que se tornou o primeiro capitão-mor do Maranhão.

Praça do Centro Histórico de São Luís do Maranhão./ Foto: Prefeitura Municipal de São Luiz

São Luís também esteve sob o controle holandês no período de 1641 a 1644. Somente depois de ter sofrido ataques o governo colonial português (pós 1644) decidiu fundar o estado do Grão-Pará e Maranhão, independente do resto do país. Nessa época, a economia era baseada na plantação, e depois exportação, de cana-de-açúcar, cacau e tabaco. Conflitos entre as elites por motivos econômicos levaram à Revolta de Beckman.

Pelos idos de 1860, com o início da Guerra Civil Americana, a região passou a fornecer algodão para a Inglaterra. A riqueza proporcionada por essa atividade foi usada para modernizar a cidade, com atenção especial a educação que foi reforçada com a chegada de religiosos para lecionar nas suas escolas e a implantação de redes de água e saneamento. A cidade chegou a ser a terceira do país em população, mas no fim do século XIX a agricultura entra em decadência e, desde então, a cidade busca outras atividades para manter-se.

Apesar de ter sido dos franceses e holandeses as edificações só surgiram após do século XVIII e o domínio português.

Fonte:

Cidades Históricas

Facem

Wikipédia

Tapumes da Brookfield Incorporações viram obra de arte em Sampa

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Publicado em 10 de setembro

Nina Moraes ilustrou o tapume do empreendimento L’adresse./ Foto: divulgação

Durante todo o mês de agosto a Brookfield Incorporações deu sequência ao seu projeto próprio que promove à arte urbana – o Urban Gallery -, e convidou nomes do street art nacional para ilustrar seus tapumes em São Paulo durante o período. As artes tiveram como tema a qualidade de vida na metrópole. Além disso, uma das paredes de um futuro lançamento no Centro também ganhou cores e formas. O resultado obtido se transformou em uma linda exposição na Av. Augusta, no empreendimento Ca´d´Oro São Paulo, e que pode ser vista durante todo este mês de setembro.

A artista gráfica gaúcha Nina Moraes ilustrou o tapume de 124 m2 do empreendimento L’adresse, na rua Diogo Jácome, na Vila Nova Conceição. Reconhecida por utilizar formas essencialmente femininas como elementos essenciais de sua arte, ela fez um trabalho em que as linhas estão em movimento e exploram imagens que valorizam formas orgânicas retratando natureza, movimento, liberdade e prazer.

Binho Ribeiro, um dos pioneiros da arte de rua no Brasil, também participou do projeto da incorporadora. Binho grafitou um tapume 129 m2 do empreendimento Brookfield Home Design Brooklin, na Rua Prof. José Leite e Oiticica.

Binho Ribeiro grafitou o tapume do empreendimento Brookfield Home Design Brooklin./ Foto: divulgação

Quem finalizou as obras foram os artistas do Projeto Quixote, OSCIP que atuam com crianças, jovens e famílias em situações de risco por meio de atendimento clínico, pedagógico e social, fizeram a pintura da parede externa de um estande, montado na Rua do Glicério, 301.

Os trabalhos somam-se ao tapume do Urban Gallery que pode ser conferido na Av. Augusta, no empreendimento Ca´d´Oro São Paulo, que serviu de vitrine para a arte do artista plástico e fotógrafo Flavio Samelo.

Adriana Pusch, diretora de Marketing Institucional da Brookfield Incorporações, disse que o Urban Gallery tem conseguido cumprir seu papel de tornar a arte mais democrática, de acesso fácil e gratuito para toda a população, além de valorizar o espaço público. “Está no DNA da empresa interferir na paisagem urbana de maneira positiva, levando cores e formas por meio de seus empreendimentos, e o projeto reforça essa nossa atuação já que contribui para tornar as cidades mais bonitas”, salientou.

Crescimento urbano ameaça Mata Atlântica no Rio de Janeiro

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Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro./ Foto: Divulgação

Publicado em 4 de junho de 2012

O Rio de Janeiro como diz a música continua lindo, principalmente porque é uma das poucas capitais brasileiras que ainda mantém parte da quase extinta Mata Atlântica, mas essa beleza de tons naturais pode estar com os dias contados. Pelo menos é o que mostra um estudo realizado pela Prefeitura Municipal do Rio. Com o avanço das favelas e o aumento da especulação imobiliária o cenário verde aos poucos tem sido alterado. Nos últimos 30 anos a cidade perdeu pelo menos 6,7 mil hectares de cobertura vegetal. De 39.802 hectares, em 1984, restavam 33.008 hectares em 2001, último dado disponível, o que representou uma perda de 17% de área verde.

Os dados podem ser conferidos no site Armazém de Dados, no link Estatísticas. Com a diminuição de suas áreas verdes, o índice de vegetação por habitante caiu ainda mais: em 1984 o carioca dispunha de 76,11 metros quadrados de cobertura vegetal por habitante, número que despencou para 56,28 metros quadrados em 2001, uma queda de 26%.

Mesmo que a cidade ainda disponha de alto índice de área urbana por habitante – cinco vezes superior ao mínimo sugerido pela Organização das Nações Unidas (ONU), de 12 metros quadrados por pessoa – a vegetação não é igualmente distribuída na região urbana. Enquanto alguns bairros próximos a Floresta da Tijuca têm 78% de cobertura vegetal, bairros da zona norte têm apenas 6,5% de cobertura verde, como a Penha, onde estão localizados o Complexo do Alemão e da Penha, em que a taxa de urbanização chega a 93%.

Enquanto a área natural diminui, o número de imóveis em favelas e as construções de edifícios e casas  crescem significativamente. De acordo com o estudo da prefeitura carioca, da área total da cidade, calculada em 122.456 hectares, a área urbana passou de 33.749 hectares, em 1984, para 42.023 hectares, em 2001, representando um crescimento de 24%.

Para a diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, o que ocorreu no Rio nas últimas décadas é um retrato do que aconteceu nas demais capitais e grandes cidades do país. Segundo ela, o esforço de muitas prefeituras com políticas de reflorestamento e retirada de invasores ainda é pouco diante do tamanho do problema. “Apesar de haver esforço de muitas prefeituras em combater esses desmatamentos, com políticas de reflorestamento e retirada de invasores, as ações ainda estão abaixo do necessário. É uma situação complicadíssima no País todo, envolvendo falta de gente e estrutura para fiscalização”, explica.

A diretora do SOS Mata Atlântica considera que falta planejamento às prefeituras para se antecipar às invasões de áreas verdes. “O Poder Público está sempre atrasado, vai lá para multar ou combater um dano que já ocorreu. Não consegue fazer um trabalho de monitoramento para que a coisa não aconteça”, disse.

Como consequência disso, Márcia Hirota aponta as tragédias ambientais, que acometem milhares de famílias todos os anos, atingidas por enchentes e deslizamentos a cada período de chuva. “As ocupações e invasões ocorrem em áreas inadequadas, não só em capitais, mas em qualquer cidade. Aí quando acontecem deslizamentos e inundações, com perdas de vidas, a gente fica lamentando. Mas a culpa é do Poder Público, que não faz esse planejamento e não retira as pessoas em áreas impróprias, que a legislação não permite. Aí quando acontece uma tragédia, todos ficam indignados”, ressaltou.

Para a ambientalista, a saída é a participação da sociedade, pressionando as autoridades e apontando desrespeitos ao meio ambiente. “É preciso o cidadão denunciar casos de agressão à natureza, em um esforço coletivo. É mais barato evitar que as pessoas ocupem áreas inadequadas do que fazer um trabalho posterior para recuperar a natureza”, alertou.

Banco do Brasil e WWF se unem para falar sobre questões ambientais e crédito

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Publicado em 22/03/2012

Com informações do jornal Diário do Grande ABC

A WWF- Brasil e o Banco Brasil se unem no dia de hoje, dia mundial da água, e amanhã, dia 23 de março, para debater em um workshop na capital paulistana para falar sobre o impacto das questões ambientais nas operações de crédito. De acordo com os organizadores, um dos principais objetivos do evento é reunir propostas que possam servir de subsídio para as instituições financeiras enfrentarem os desafios da incorporação do tema biodiversidade e serviços ecossistêmicos em seus empreendimentos.

De acordo com o falado a Agência do Estado, o gerente-geral da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, Rodrigo Santos Nogueira, “os impactos na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos são variáveis fundamentais nas decisões de financiamento e de investimento dos empreendimentos”. E complementa: “Compreender com maior profundidade a natureza e o alcance desses impactos torna-se cada vez mais imp

ortante para as instituições financeiras e investidores”.

Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF-Brasil, enfatiza que é possível conciliar desenvolvimento socioeconômico com conservação da natureza. “O uso racional e sustentável de nossa riqueza em recursos naturais é exatamente a chave para o nosso desenvolvimento”, avalia. O workshop Biodiversidade para Bancos foi desenvolvido pelo WWF em parceria com a Associação dos Princípios do Equador e o Business and Biodiversity Offsets Program (BBOP). O evento é realizado no âmbito do Programa Água Brasil, que, além de WWF-Brasil e Banco do Brasil, reúne também Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas (ANA).

A parceria dessas instituições no Programa Água Brasil objetiva o fomento de práticas sustentáveis no campo e na cidade, com atuação em todos os biomas e regiões

geográficas brasileiras, desenvolvendo modelos a serem replicados pelo País.

No meio urbano, a iniciativa procura disseminar e melhorar a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos sólidos, diminuindo os impactos sobre a natureza e gerando trabalho e renda para catadores de materiais e pequenos e médios empreendedores. No meio rural, as instituições que integram este programa desenvolvem ações em 14 microbacias hidrográficas, disseminando o uso de boas práticas agrícolas e de proteção das nascentes de água, visando a produção rural mais saudável para agricultores e consumidores. A iniciativa desenvolve, ainda, ações visando aprofundar critérios ambientais nas operações bancárias e estudos para mitigação de riscos e incentivo ao financiamento de negócios sustentáveis. Sendo que em ambras o incentivo também é para o estimulo de udança de valores e comportamentos, incentivando o consumo responsável.

A difícil tarefa de trocar de cidade e alugar um imóvel

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Publicado em 2/03/2012

“Moro num apartamento de um quarto e consegui ajeitá-lo de um jeito bem aconchegante”, diz Caroline Corso.

Sonhar com uma mudança de vida e ir para uma grande metrópole para estudar e/ou trabalhar nem sempre é a coisa mais fácil do mundo, pois se deixa para trás família, amigos e toda uma rotina. Só na PUCRS* cerca de 18,5% dos vestibulandos são estudantes do interior do Rio Grande do Sul. Quando o momento da mudança de cidade ou até mesmo de estado chega, muitos desses jovens acabam por ficar indecisos na hora de escolher onde irão morar. Alguns optam por viver em repúblicas outros em imóveis para alugar como apartamentos e JKs. Contudo é necessário tomar alguns pequenos cuidados ao locar um imóvel.

Caroline Corso é estudante de jornalismo e mora em Porto Alegre há quatro anos. Ela nasceu e se criou em Vacaria, no interior do Rio Grande do Sul. Caroline conta que escolheu a capital gaúcha porque queria estudar jornalismo e letras, sendo que na cidade não tinha o curso pretendido. “Porto Alegre é uma cidade que apresenta mais chances de trabalho no segmento que desejo atuar”, concluí o pensamento. Para lidar com a distância da família e dos amigos a estudante conta que vai para a sua cidade natal pelo menos uma vez ao mês, sendo que seus pais e amigos costumam visita-lá na Capital. Segundo ela a adaptação está sendo tranquila “me adapto bem e tenho bastante amigos aqui em Porto Alegre que da mesma forma, são do interior e passam pelas mesmas situações. Também tem bastante vacariano morando aqui, o que me deixa com uma sensação de estar com um pouquinho da minha terra aqui”.

Caroline morou algum tempo com uma amiga e enfatizou que “nunca vai ser um mar de rosas, pois cada um tem um estilo, um jeito de ser, mas é importante e válido para aprendermos mais sobre a gente, como aceitamos o outro e como devemos ceder ou não. Acho que todos deveriam ter essa experiência um dia”. Ela diz que viver sozinha é bacana, pois gosta de tocar violão, cantar ou ouvir uma música a hora que quiser “não tenho que me preocupar se vou estar atrapalhando outra pessoa ou não”, explicou. Porém a jovem salientou que às vezes é um pouco triste chegar em casa e não ter com quem compartilhar um problema ou algo bacana que tenha acontecido, mesmo que as redes sociais ajudem a dividir momentos nada, segundo ela, substituiu a confiança do “olhos nos olhos”.

Como gosta de cores disse que usou e abusou delas no seu apartamento. Apaixonada por fotografia pendurou seus trabalhos mais recentes nas paredes, além de ter espalhados pelo imóvel algumas câmeras, livros e revistas. “Moro num apartamento de um quarto e consegui ajeitá-lo de um jeito bem aconchegante. Todos que vem à minha casa dizem que curtem muito o estilo e se sentem bem aqui dentro. Fico feliz em saber que o lugar que vivo transmite uma energia boa”.

Diferente de Caroline Corso que veio morar em Porto Alegre longe da família, Daiane Pajares, estudante de jornalismo mora no apartamento de uma tia em Porto Alegre. Daiane é de Capivari do Sul, próximo ao litoral norte gaúcho, e mora na Metrópole há dois anos. A decisão de trocar de cidade veio quando consegui entrar em um estágio “foi tudo muito rápido, não tive tempo para me organizar num dia consegui um estágio no outro já estava em Porto Alegre de mala e cuia”, falou.

Daiane disse que ainda não sabe se vai ficar na cidade, pois “se tiver a oportunidade de conseguir um bom emprego, com certeza ficarei”. Para lidar com a saudade a estudante liga para os pais e volta para casa aos finais de semana. A opção de morar com uma tia foi tomada em conjunto com a família “em virtude dos gastos. Morar em Porto Alegre não é barato”, conclui.

O apartamento de Caroline é alugado assim como de muitos jovens, porém ao assinar o contrato de locação é necessário prestar bem a atenção nas cláusulas do contrato que deve estar de acordo com a LEI Nº 12.112, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2009. Dr. Carlos Silveira Noronha, professor titular do direito civil da UFRGS, explicou que para não haver problemas contratuais basta manter a observância dos artigos da Lei do Inquilinato (já citada). O professor enfatizou que o contrato de locação “deve ter todos os itens registrados na lei, contudo alguns artigos podem haver algumas modificações, desde que as partes concordem com tais alterações”.

 

*Pesquisa realizada pela Assessoria de Planejamento e Marketing da PUCRS, no período de 2003 a 2011.

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