“Tive que conquistar cada espaço dentro da empresa”, diz Raquel Tevisan

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publicado originalmente do site Linklar, em 8 de março de 2013

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Para Raquel o estudo foi a sua melhor forma de demostrar capacidade./ Foto: álbum pessoal

O dia 8 de março é marcado como um dia de lutas por igualdade de gêneros, no mundo todo. Pois neste Dia da Mulher fizemos uma entrevista rápida com Raquel Trevisan, diretora da imobiliária Taperinha. Ela nos falou da profissão, da conquista pelo espaço na imobiliária, do mercado e das novas gerações. Acompanhe!

Bruna Souza – Raquel eu queria que começaste me contando um pouco da tua profissão, o que fazes e como escolheste.

Raquel Trevisan – Sou administradora, com todos os meus cursos de pós-graduação em marketing. Durante minha formação nunca pensei (e nunca fui “pensada”) com um futuro na Taperinha. Trabalhei em shopping em POA e em Santa Maria, ministrei durante muitos anos aulas de marketing em cursos de graduação, dei consultoria em marketing para diversas empresas de diferentes ramos de negócio e foi através da minha empresa que entrei na imobiliária. A Taperinha era minha cliente.

O meu pai é um dos sócios fundadores da Taperinha e em função da minha formação eu comecei a prestar serviços de marketing para a imobiliária. Com o passar do tempo fui me envolvendo cada vez mais com atividades administrativas e estratégicas da empresa, percebendo as necessidades e carências existentes na gestão. O meu lado “gestora” falou mais alto e aí resolvi fechar minha empresa e me dedicar à Taperinha assumindo a direção e virando sócia. Foi um caminho lento, porque sendo um dos herdeiros e a única mulher com perfil pra assumir o posto, tive que conquistar cada espaço dentro da empresa perante os funcionários e os outros sócios, mostrando que eu estava ali pelo meu conhecimento e não porque “ganhei” de presente.

Hoje me dedico quase que exclusivamente à Taperinha, pois somente eventualmente ministro palestras e dou aula em pós-graduação.

Bruna – O que te levou a escolher essa profissão?

Raquel – Tenho “veia empreendedora”, nunca me imaginei num cargo público, por exemplo, o que é muito comum na minha cidade.

A área imobiliária, como disse anteriormente, foi entrando aos poucos na minha vida e hoje não me imagino fora dela…. é uma “cachaça”!!! Entretanto, sou gestora, gosto da parte estratégica, dos bastidores, de criar, de pensar… não me imagino vendendo imóveis, por exemplo. Acredito que não tenho perfil pra isso.

Bruna – O mercado de corretagem tem como maioria dos profissionais homens, as mulheres a bem pouco tempo tem entrado neste setor. Na tua opinião essa baixa feminina ainda acontece por quê?

Raquel – Na verdade todo o mercado imobiliário ainda está amadurecendo. Por muitos anos tivemos poucos investimentos, não havia quase bibliografia, congressos, cursos de aperfeiçoamento, etc. Acho natural que as mulheres não participassem, pois no mundo empresarial como um todo ainda somos minoria. Mas isso já está mudando e é um caminho sem volta.

Na área de corretagem, acredito que em pouco tempo haverá uma inversão, como vemos no mundo acadêmico onde as mulheres já são maioria nos cursos de graduação e pós-graduação. Os próprios cursos de TTI já mostram esta tendência.
Temos muito mais sede de aprender, de ir além que os homens em geral. Somos multitarefas, fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, além de ter uma percepção da linguagem não verbal que exercemos na maternidade. Tudo isso é diferencial em relação ao universo masculino, pois no mercado imobiliário estas habilidades são fundamentais. Somado a isso, a profissão de corretora possibilita às mulheres terem uma jornada flexível, aliando trabalho com a possibilidade de levar o filho na escola, fazer o temas, acompanhar o crescimento dele, coisas que várias profissões ainda não possibilitam. Entretanto, na minha visão, o universo feminino também tem o que aprender com o masculino, como sermos mais focadas nos resultados e lidar melhor com metas e cobranças.

Bruna – Que conselho darias para as jovens que estão em dúvida se escolhem essa profissão para seguir?

Raquel – Acredito que tudo na vida é uma questão de equilíbrio. Os jovens em geral, não só as mulheres, hoje são mais dispersos, impacientes e querem “tudo pra ontem”. Acreditam que em poucos meses ganharão muito dinheiro e atingirão postos de liderança. É a famosa geração Y.

Entretanto, em qualquer profissão há um tempo de amadurecimento profissional, o tempo de aprender as “manhas” do negócio, como conduzir cada negociação. No mercado imobiliário, lidamos com sonhos de uma vida inteira, com pessoas de mais idade que ainda tem uma outra “linguagem” para comprar. O desafio desta geração é aliar este entusiasmo, a agilidade e a falta do medo de arriscar, com o foco e o timming do negócio, com a hora de avançar e a hora de parar uma negociação, por exemplo.

As mulheres como disse antes, possuem mais vantagem nisso: estudam mais, envolvem-se mais, são mais comprometidas e éticas com a equipe em que trabalham, não são tão “predadoras”, o que é comum neste mercado. Se souberem equilibrar todas estas habilidades só terão sucesso pela frente. Confesso que fico orgulhosa de ver o número de mulheres crescendo no mercado imobiliário, não me sinto mais tão sozinha (risos)

Bruna – Um dos grandes problemas no mercado imobiliário apontado por diversos profissionais é a falta de preparo dos corretores, concordas? O que fazer para aumentar essa qualificação?

Raquel – Concordo plenamente. Hoje temos muitos candidatos com TTI o que é diferente de SER corretor. Hoje há muita gente que ESTÁ corretor, como costumo dizer. Uma grande parcela destes “profissionais” tem vindo para o mercado em busca da ilusão de trabalhar pouco e ganhar muito dinheiro, o que não corresponde com a realidade. Há sim aqueles que ganham muito dinheiro, porém a grande maioria fica na média ou abaixo dela, não vendendo muitas vezes nem um imóvel por mês.

Ser corretor é uma profissão como qualquer outra: exige conhecimento técnico e de gente, exige qualificação e humildade para aprender sempre. A dificuldade é que ainda existem poucos cursos e congressos ou até mesmo bibliografia especializada. E nos poucos encontros que existem no mundo imobiliário vemos sempre as mesmas pessoas e das mesmas empresas, ou seja, ainda são poucos que possuem o perfil da busca de qualificação.
Acredito que ainda há muito amadorismo no nosso mercado. Competimos com porteiros, zeladores e com aqueles que acham que vender um imóvel é algo fácil, que é só “mostrar” o imóvel. Muito pelo contrário, cada vez mais venda é algo complexo, o cliente torna-se mais e mais exigente, sabe mais e pesquisa mais. Quem não tiver consciência disso vai ser engolido pelo mercado.

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As expectativas do mercado imobiliário para 2013

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Publicado em 28 de dezembro de 2012

A expectativa é de que o mercado encontre equilibrio neste próximo ano./ Foto: FreePix

A expectativa é de que o mercado encontre equilibrio neste próximo ano./ Foto: FreePix

O mercado imobiliário em muitos momentos de 2012 pediu cautela. Apesar de momentos de instabilidade o crescimento do setor foi visível, porém não foi tão forte quanto nos últimos quatro anos. Para 2013 espera-se que o mercado se recupere e que encontre uma estabilização nos preços dos imóveis. O fato de não ter eleições municipais, segundo o presidente do Creci-RS, Flávio Koch, mostra que o mercado imobiliário vai ser um ano bom. “A política de financiamentos vai continuar, assim como estímulos bancários e conservação de taxas, beneficiando todos os grupos econômicos”, explica Koch.

Flavio Koch./ Foto: divulgação

Flavio Koch./ Foto: divulgação

O presidente enfatiza que as vendas irão acontecer em 2013, porém com mais tranquilidade, o que será bom para as empresas ligadas ao setor. “As construtoras irão atender com calma e com isso conseguirão construir e entregar os imóveis no prazo. Pois, quando há o boom imobiliário as empresas acabam atrasando as entregas por falta de mão de obra qualificada e de materiais”.

Para Mateus B. Facchin, diretor comercial da Iper Imóveis, o preço dos imóveis será mantido em 2013, e acredita na possibilidade de uma sutil alta nos valores. “O Mercado está em ótimo momento, impulsionado pelo crédito farto e pela facilidade de contratação. Por mais que tenhamos um número considerável de lançamentos, temos ainda grande demanda por moradia e investimento para atender, sem contar que, com a queda na taxa de juros, voltou a se tornar muito atrativo comprar imóveis para locação. Sem dúvida, esses fatores impulsionarão as vendas no próximo ano”, comenta Facchin.

A diretora da Taperinha Imóveis, Raquel Trevisan, diz aguardar que 2013 traga um crescimento sustentável para todo o setor. “Temos claro para a nossa empresa que os anos de 2010 e 2011 não voltarão mais, com todo aquele boom e demanda reprimida, com preços em crescimento vertiginoso”. Raquel completa falando que os profissionais ligados a este mercado gostariam que “os preços fossem mais ‘reais’, com oferta e demandas ajustadas e com uma concorrência mais profissional”.

Sobre a valorização do preço dos empreendimentos residenciais e comerciais acima da inflação nos últimos anos, o diretor comercial da Nex Group, Enio Pricladnitizki, conta essa alta é positiva e acontece por causa do aumento de custos de terrenos e mão de obra, além de novas exigências dos órgãos públicos que regulamentam a produção. “Isto traz a segurança de não estar se formando uma bolha imobiliária como aconteceu nos Estados Unidos. Por outro lado, o crédito imobiliário deve continuar farto e mais barato e as opções de investimento seguro tendem a remunerar cada vez menos o capital”, analisa. Ele ainda salienta que espera que os imóveis no próximo ano “continuem aumentando de preço acima da inflação, porém não tão acima quanto esteve nos últimos cinco anos”.

Uma breve analise sobre 2012

De acordo com dados divulgados recentemente pelo Índice FipeZap de janeiro a novembro de 2012 a aceleração do preço dos imóveis no Brasil teve o acumulado de 12,5%. O preço médio do m² no País atualmente é de R$ 6.980 mil, com variações de estado para estado.

Já construção civil no Brasil deve ter uma alta de 4%, segundo expectativa do Siduscon-SP. Para o Flávio Koch o que atrapalhou as vendas neste ano foi a questão das eleições municipais, porque a indefinição dos municípios acaba atrasando, muitas vezes, a liberação dos documentos necessários para a construção de empreendimentos. Flávio também explica que a crise europeia refletiu no setor. “Economicamente o Brasil deu uma segurada”.

Trevisan nos conta que o ano de 2012 foi distinto para a Taperinha. “Para as vendas foi um ano mais “batalhado”, com negociações mais demoradas, mas com VGV mais alto. Em números vendemos menos unidades, mas vendemos melhor. Já na locação foi um ano muito bom: mais unidades locadas e maior VGL. Somos a prova de que o mercado imobiliário é feito de ciclos”.

Já para a Nex Group este ano serviu para a consolidação da construtora, visto que a mesma é a união de quatro empresas. “As metas foram plenamente cumpridas, lançamos ao mercado 3580 unidades com VGV total de 950 milhões, tendo vendido 2700 imóveis, e a entrega 2052 unidades”, disse Enio.

O ano de 2012 foi um ano muito importante para a Iper Imóveis, salienta Mateus, já que a imobiliária conquistou em pouco tempo um reconhecimento importante no setor. “A Iper imóveis teve seu primeiro ano com muito sucesso, além do ingresso da marca e inauguração da nova sede, tivemos a conquista de grandes Incorporadores e Construtores parceiros”. Ele ainda enfatiza que a empresa já superou o VGV estimado para todo o período, apesar de todas as instabilidades econômicas e feriadões que tivemos no decorrer desse ano.

Mulher corretora e o fortalecimento do mercado imobiliário

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publicado originalmente no Linklar.

A dedicação aos estudos é apontada como forma de ascensão na carreira./ Foto: divulgação Confeci-
Creci

Considerada até anos atrás uma profissão masculina a corretagem de imóveis tem conquistado cada vez mais profissionais femininas. De acordo com dados do Sistema Confeci-Creci o número de mulheres atuando em várias vertentes do mercado imobiliário cresceu 144% na última década. Hoje elas representam 32,7% dos 280 mil corretores no País. A mudança no cenário profissional foi tanta que na comemoração do cinquentenário da regulamentação profissional dos corretores, o Confeci-Creci criou o projeto Mulher Corretora, a fim de homenagear e ao mesmo tempo reconhecer à importância das mulheres no fortalecimento do mercado imobiliário.

Fátima Sobral

O sucesso do projeto foi tanto que ele se repetirá em 2013. A diretora administrativa do CRECI Sergipe e conselheira federal do COFECI, responsável pelo projeto Mulher Corretora, Fátima Sobral, conta que se notou a aceitação do projeto durante o IV Encontro Brasileiro de Corretores de Imóveis (ENBRACI), ocorrido entre os dias 27 e 30 de agosto deste ano, em Brasília. “Pudemos ver essa resposta positiva durante o evento, especialmente durante o Fórum Mulher Corretora. Para agregar conteúdo e compartilhar experiências, mulheres de renome e influência nacional deram sua contribuição no evento, com palestras e debates muito construtivos. Foi muito produtivo para todas nós! A expectativa é de que a cada ano, mais mulheres corretoras de imóveis façam parte desse projeto nas atividades do COFECI, bem como em todos os Conselhos Regionais”, lembra.

Apesar do número de mulheres ter aumentado na última década, elas ainda não chegam nem a metade dos profissionais do mercado imobiliário. Para Raquel Trevisan, diretora da Taperinha Imóveis, isso ocorre, pois “todo o mercado imobiliário ainda está amadurecendo. Por muitos anos tivemos poucos investimentos, não havia quase bibliografia, congressos, cursos de aperfeiçoamento, etc. Acho natural que as mulheres não participassem, pois no mundo empresarial como um todo ainda somos minoria. Mas isso já está mudando e é um caminho sem volta”, explica a diretora.

Raquel Trevisan


Raquel é formada em administração de empresas e fez pós-graduações em marketing. Antes de atuar como diretora da imobiliária prestou serviços de consultoria para outras empresas, abriu a sua própria e ministrou aulas de graduação. Começou prestando serviços de marketing para a Taperinha, na qual o pai era um dos sócios fundadores, e assim com o passar do tempo passou a se dedicar exclusivamente a gestão da imobiliária. Mas até chegar a direção da Taperinha o caminho percorrido por ela não foi fácil. “Sendo um dos herdeiros e a única mulher com perfil pra assumir o posto, tive que conquistar cada espaço dentro da empresa perante os funcionários e os outros sócios, mostrando que eu estava ali pelo meu conhecimento e não porque ‘ganhei’ de presente”, relata.

A dedicação aos estudos é um dos pontos apontados pelas duas entrevistadas para ascensão na profissão. Fátima enfatiza que “hoje, nós, corretoras e corretores de imóveis, nos tornamos fundamentais para os negócios imobiliários de sucesso. E é inevitável: o profissional que não se destaca, que não investe em seu aprimoramento e maior domínio de conhecimentos, é automaticamente excluído do mercado pela concorrência e pela própria sociedade, cada vez mais exigente”.

Raquel completa dizendo que ainda acredita que exista “muito amadorismo no nosso mercado. Competimos com porteiros, zeladores e com aqueles que acham que vender um imóvel é algo fácil, que é só “mostrar” o imóvel. Muito pelo contrário, cada vez mais a venda é algo complexo, o cliente torna-se mais e mais exigente, sabe mais e pesquisa mais. Quem não tiver consciência disso vai ser engolido pelo mercado”.

Tanto a conselheira federal tanto a diretora da Taperinha enfatizam que a mulher tem se destacado no setor por conta de características naturais. Para Sobral o diferencial está em detalhes marcantes que “favorecem seu desenvolvimento nos negócios, tais como sensibilidade, carisma, capacidade de comunicação e de compreensão, entre outras peculiaridades. A mulher moderna é mãe, esposa e gera renda para a família”. Já para Trevisan o diferencial está porque as mulheres têm “muito mais sede de aprender, de ir além que os homens em geral. Somos multitarefas, fazemos muitas coisas ao mesmo tempo, além de ter uma percepção da linguagem não verbal que exercemos na maternidade. Tudo isso é diferencial em relação ao universo masculino, pois no mercado imobiliário estas habilidades são fundamentais. Somado a isso, a profissão de corretora possibilita às mulheres terem uma jornada flexível, aliando trabalho com a possibilidade de acompanhar o crescimento dos filhos, coisas que várias profissões ainda não possibilitam”.

Secovi- SP recolhe brinquedos neste domingo para doações de Natal

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Originalmente publicado no blog Linklar Imóveis

Para os que se interessarem em doar brinquedos podem entrar em contato com o Secovi-SP./ Foto: divulgação

Para os que se interessarem em doar brinquedos podem entrar em contato com o Secovi-SP./ Foto: divulgação

Abrir sorrisos infantis na noite de Natal é o principal objetivo da 10ª edição da Campanha do Brinquedo do Ampliar. Desde 2003 a iniciativa já arrecadou milhares de donativos entregues às entidades sociais cadastradas ao projeto. Este ano os organizadores querem bater recordes. “Pretendemos superar os oito mil brinquedos arrecadados em 2011”, revela Maria Helena Mauad, presidente do Ampliar, programa que profissionaliza jovens em situação de risco social e que tem apoio logístico do Secovi-SP.

Para alcançar as metas, anualmente, a Campanha promove a Carreata do Brinquedo, que percorre as ruas dos Jardins e Cerqueira César, na capital paulista, para recolher donativos de comerciantes e moradores da região. Neste ano não será diferente, pois a carreata está programada para este domingo, dia 2 de dezembro, das 9 às 14 horas, com a participação de voluntários.

Neste dia, as doações serão retiradas nas portarias dos edifícios localizados na região dos Jardins. Os síndicos podem colaborar, reunindo os brinquedos arrecadados entre os moradores e deixando-os na portaria. Já os condomínios de outras regiões da cidade também podem colaborar, levando os brinquedos, até o dia 5, em um dos postos de coleta espalhados pela cidade de São Paulo.

“Brinquedos de todos os tipos são bem-vindos: bonecas, bolas, jogos de tabuleiro, bichinhos de pelúcia, carrinhos, entre outros, novos ou usados em bom estado de conservação”, afirma Maria Helena. Os donativos serão entregues a milhares de crianças atendidas por instituições beneficentes cadastradas no Ampliar.

Os interessados em participarem da carreara, podem entrar em contato pelos telefones: (11) 5591-1283/1246, ou pelo e-mail brinquedo@secovi.com.br. Além da carreata, as doações também podem ser feitas em um dos postos de coleta espalhados pela cidade de São Paulo. Em www.projetoampliar.org.br/brinquedo, é possível obter mais informações sobre o evento.

Falsa seringueira é removida e praça é adotada por incorporadora

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Originalmente publicada no Linklar

Praça Salvador Allende passará por revitalização paga por incorporadora/ Foto: Sergio Louruz

Falsa seringueira plantada de forma errada rendeu um novo local de descanso e lazer na Praça Salvador Allende, localizada na avenida Loureiro da Silva, esquina com a rua Avaí, em Porto Alegre. A árvore exótica foi removida hoje pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) e a praça foi adotada pela incorporadora Goldsztein.

A Smam executou a remoção da falsa seringueira que ficava na Praça Salvador Allende, pois ela foi plantada irregularmente pela população em local inapropriado, sobre uma galeria de esgotos. A remoção rendeu ao local,  de 1.325 m2, a revitalização da área, que receberá novo pavimento em concreto, bancos, lixeiras e gramado. As melhorias serão viabilizadas através de Termo de Cooperação assinado com a empresa Goldsztein, que adotou o espaço por três anos. E se caracterizará como um recanto de estar.

Projeto de lei quer transformar condomínios em empresas e gera debate

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Publicada originalmente no site Linklar

Um assunto esta semana tem gerado debates no setor imobiliário: A PL 80/2011, do deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG), que prevê a autorização do registro dos condomínios como pessoas jurídicas de direito privado. A proposta não tem sido muito bem aceita por representantes do setor, tanto que ontem, 7 de outubro, houve debate na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, na qual empresários ligados ao mercado imobiliário criticaram o projeto.

A proposta altera o Código Civil (Lei 10.406/02) e a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015/73). O texto define como condomínio o conjunto de edificações caracterizado pela existência de partes exclusivas e de partes comuns, o que inclui tanto os condomínios verticais (prédios) quanto os horizontais (casas).

Atualmente, os condomínios são regidos por legislação própria e podem ser registrados no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), mas não deixam de ser condomínios. De acordo com a proposta, o registro como pessoa jurídica vai ser opcional. Os condomínios que optarem por essa medida só poderão fazê-lo com a aprovação de, no mínimo, 2/3 dos proprietários.

O deputado Bernardo Santana de Vasconcellos argumentou dizendo que se transformado em pessoa jurídica, o condomínio vai ter mais facilidade para resolver, por exemplo, ações na Justiça que envolvem a cobrança de cotas de condomínio atrasadas. Hoje não está bem definido quem é o sujeito ativo no processo de execução: o síndico ou o próprio condomínio.

Porém, deputado Junji Abe (PSD-SP), que solicitou a realização do debate atendendo a pedido dos Sindicatos das Empresas de vários estados, explicou que as empresas temem que, se o condomínio se tornar pessoa jurídica, vai haver mais despesas para os moradores ou donos de imóveis comerciais.

“Ao transformar os condomínios em empresas ou pessoas jurídicas, uma série de ônus haveria para os condôminos. Principalmente, quando se trata de conjuntos habitacionais para famílias de baixo poder aquisitivo, que não teriam condições de pagar o aumento do condomínio”, falou Abe.

Segue nesta mesma linha linha de raciocínio a superintendente do Secovi-RS, Helena Terezinha do Amaral Gomes. Ela destacou que existem mais de 200 mil condomínios no Brasil, com diferentes estruturas, dos mais nobres aos mais simples. Segundo a expositora, como a proposta torna facultativo ao condomínio tornar-se pessoa jurídica, isso vai provocar um tratamento desigual entre os eventuais optantes e não optantes.

Helena ainda afirmou que, ao tornar-se pessoa jurídica, o condomínio e, consequentemente, os condôminos, vão ter mais gastos com contabilidade formal e registro de todos os atos no Cartório de Registros Especiais, por exemplo. Ela também alertou sobre o risco de que o ingresso das cotas de condomínios passe a ser considerada receita para fins tributários.

O vice-presidente do Secovi de São Paulo, Hubert Gebara, afirmou que o condomínio não tem fins lucrativos, como uma empresa. Também destacou que quem compra um apartamento em um edifício residencial não o faz com a intenção de se tornar sócio do seu vizinho, o que aconteceria com a aprovação do projeto.

E para você? Esse projeto deve ser aprovado e os condomínios se quiserem podem se transformar em empresas?

*Texto com informações da Agência Câmara de Notícias

Leites da campanha da Iper são entregues ao ICI-RS

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publicada originalmente no site Linklar

Equipe do ICI-RS, Iper Imóveis e Parmalat./ Foto: Bruna Souza-Linklar

Equipe do ICI-RS, Iper Imóveis e Parmalat./ Foto: Bruna Souza-Linklar

Ontem, 26 de outubro, a Iper Imóveis com parceria da Parmalat entregou 1200 litros de leite da campanha Seu curtir vira 1 litro de leite, realizada em comemoração ao dia das crianças. 1000 litros foram doados para o Instituto do Câncer Infantil (ICI-RS) e 200 foram para o Lar da Esperança, que abriga crianças que nascem com HIV. Ambas são entidades localizadas em Porto Alegre. Nós acompanhamos a entrega realizada pelos representantes da empresa e da Parmalat.

Mariana Kalikosli, marketing Iper, nós contou que antes da campanha a empresa tinha 730 likes na página oficial do Facebook, porém com a campanha esse número aumentou e foi para 1200 likes. “A Iper ia doar essa diferença, e quando a empresa LBR através da marca Parmalat descobriu a campanha logo se ofereceu para ajudar, e aumentou para o número total de curtidas na página. Eles doaram os 1200 litros!”, explicou Mariana.

A voluntária Bianca Murtinho explica as ações do Instituto./ Foto: Bruna Souza- Linklar

Antes da entrega da doação Ricardo Northeleet e Fábio Bittencourte Correa, da Parmalat, ficaram conhecendo o trabalho da ICI-RS e gostaram bastante do que é desenvolvido pelo instituto. “Ficamos bem felizes em ter feito essa parceria com a Iper. Pois podemos ajudar com a doação do produto e a Iper fazendo o contato com as instituições, tão importantes para a comunidade”, enfatizou Northeleet.

Larissa agradece e entrega o certificado do ICI para Ricardo e Fábio./ Foto: Bruna Souza-Linklar

Larissa Cavalheiro, responsável pela parte de comunicação do ICI-RS, ressaltou a importância que doações  têm para o instituto “ações como essa são de importância máxima, pois o ICI vive de doações e de parcerias com a comunidade, sem isso seria inviável manter as cestas básicas e roupas distribuídas para as famílias das crianças atendidas”.

Leão Coragem recebendo todos de braços abertos./ Foto: Bruna Souza-Linklar

O Instituto do Câncer Infantil mantém um centro de assistência a crianças e adolescentes com câncer e que são atendidas pelo SUS via Hospital de Clínicas. Além de atividades lúdicas e de reforço escolar, o instituto auxilia no tratamento dentário e psicológicos. Quando as famílias tem dificuldades financeiras o ICI ajuda com as cestas básicas, que são distribuídas mensalmente, e com vestuário.

Outra entidade ajudada pela campanha da Iper Imóveis foi o Lar da Esperança, que segundo Mariana entrou em contato da Iper assim que soube da campanha. Com consentimento do ICI 200 litros de leite vão para essa entidade que cuida e trata de crianças que nascem com o vírus do HIV.

Mariana conclui que ” campanha foi um sucesso e ficamos muito felizes com o resultado!” E ainda nos contou que “já estabelecemos uma parceria com a LBR para programas no futuro. Já estamos programando as próximas!”

Veja algumas fotos tiradas na hora da entrega dos leites =)

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